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Uso terapêutico de imunoglobulina a do leite humano em recém-nascidos submetidos a cirurgia corretiva de gastrosquise

Processo: 18/02805-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2018 - 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Maria Esther Jurfest Rivero Ceccon
Beneficiário:Maria Esther Jurfest Rivero Ceccon
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Cristina Aoun Tannuri ; Magda Maria Sales Carneiro-Sampaio ; Mônica Taminato ; Patricia Palmeira Daenekas Jorge ; Solange Barros Carbonare
Bolsa(s) vinculada(s):18/23580-6 - Purificação da imunoglobulina a do leite humano e análise de sua integridade bioquímica e funcional, BP.TT
Assunto(s):Imunoglobulina A  Recém-nascido  Leite materno  Gastrosquise 

Resumo

A mortalidade neonatal continua elevada e atualmente as infecções e as malformações congênitas representam os principais componentes da mortalidade infantil no Estado de São Paulo (11,4/1.000 nascidos vivos em 2014). A infecção constitui a causa principal ou associada de morte neonatal, em razão da imaturidade do sistema imunológico própria dessa faixa etária e das manipulações clínico-cirúrgicas necessárias para o tratamento. Por outro lado, para suprir essa fase de imaturidade, a natureza desenvolveu suplementos de anticorpos maternos representados pela passagem placentária de IgG e pela IgA secretória (SIgA) do colostro e leite.Neste trabalho, tenciona-se obter preparações de IgA a partir de colostro e leite humanos por dois métodos: i. através de um processo de purificação desenvolvido e patenteado por proponentes do projeto, e que mantém sua integridade bioquímica e sua atividade biológica de anticorpo, em especial contra bactérias entéricas; ii. obtenção da fase líquida do colostro e leite humano, livre de gorduras e células, que mantem a IgA e os demais fatores solúveis bioativos do leite. O primeiro estudo desta linha sobre o uso terapêutico dessas preparações administradas por via oral como suplemento alimentar, visa a investigar sua capacidade de proteger recém-nascidos (RN) com malformações congênitas da parede abdominal (gastrosquise), nos quais as infecções por bactérias oriundas do trato gastrointestinal representam a principal causa de morbidade e mortalidade pós-operatórias. Outros grupos de pacientes no futuro também poderão beneficiar-se dessas preparações de SIgA, que não tem similares disponíveis, tais como: i) RN prematuros extremos, ainda incapazes de sugar, ii) pacientes imunodeprimidos em geral, tanto crianças como adultos, tais como os portadores de neoplasias e várias outras situações de uso de fármacos imunossupressores, como em transplantes de órgãos e tecidos, nos quais poderia ser utilizada por via oral ou mesmo por via nasal, na dependência dos riscos e complicações de cada caso. Esse trabalho abre perspectivas para a formação de uma startup, com um grande incentivo do Núcleo de Inovação do HC-FMUSP para desenvolver novos produtos. (AU)