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Biocompostos de buriti e maracujá: perfil, aplicação em leite fermentado proiótico e modulação da microbiota in vitro e in vivo

Processo: 18/11140-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Tecnologia de Alimentos
Pesquisador responsável:Ana Lúcia Barretto Penna
Beneficiário:Ana Lúcia Barretto Penna
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Bruno Moreira Carneiro ; Katia Sivieri ; Sabrina Neves Casarotti ; Svetoslav Dimitrov Todorov
Assunto(s):Produtos fermentados do leite  Leite fermentado  Alimentos funcionais  Probióticos  Compostos bioativos  Frutas  Buriti  Maracujá  Microbioma gastrointestinal 

Resumo

O consumo de produtos funcionais vem aumentando nas últimas décadas. Devido a esta demanda, as indústrias de alimentos estão investindo em produtos que possuam apelo saudável e propriedades funcionais. Os produtos lácteos, principalmente os fermentados, são os produtos mais comercializados com estas características. Efeitos benéficos adicionais podem ser obtidos quando probióticos e polpa de frutas são adicionados aos produtos fermentados. Neste trabalho, os objetivos são: (1) determinar a composição de compostos bioativos e atividade antioxidante em polpas de buriti e de maracujá; (2) aplicar as polpas em leite fermentado probiótico e avaliar a modulação da microbiota intestinal em simulador do ecossistema microbiano humano (SEMH); (3) selecionar o produto com melhor desempenho no SEMH para aplicar em camundongos saudáveis (controle) e com inflamação intestinal. Nas polpas de buriti e maracujá serão avaliados: compostos fenólicos totais, flavonoides amarelos, carotenoides totais e atividade antioxidante por ²-caroteno/ácido linolênico e método DPPH. Antes da produção do leite fermentado, duas cepas de bactérias ácido-láticas (BAL), previamente caracterizadas quanto à segurança, perfil probiótico e tecnológico, serão testadas para selecionar a cepa ou combinação de cepas com o melhor comportamento (cinética de acidificação, perfil de peptídeos e viabilidade) na presença das polpas de fruta. As características físico-químicas e sensoriais do leite fermentado pela cultura selecionada com a adição de polpas de frutas serão avaliadas durante a estocagem refrigerada. Os produtos fermentados controle e os adicionados de polpas de frutas serão aplicados no SEMH, e durante o período experimental os seguintes parâmetros serão avaliados: ácidos graxos de cadeia curta, íons amônia e composição da microbiota fecal usando sequenciamento do gene 16S rRNA. O produto que promover a mais significativa melhora na microbiota no teste do SEMH será administrado em animais com inflamação intestinal induzida quimicamente. Translocação bacteriana, análise morfológica dos órgãos, perfil de citocinas, análise da microbiota fecal e avaliação do estresse oxidativo serão avaliados e comparados com o grupo controle. Os resultados poderão contribuir para o melhor entendimento da relação entre este alimento funcional e a saúde intestinal. (AU)