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Psicanálise e instituições para a primeira infância - a experiência de um espaço de acolhimento

Processo: 17/27215-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de agosto de 2018 - 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano
Pesquisador responsável:Maria Cristina Machado Kupfer
Beneficiário:Maria Cristina Machado Kupfer
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Psicanálise  Prevenção 

Resumo

No presente trabalho, interessamo-nos à questão da prevenção precoce em um espaço de acolhimento voltado para a primeira infância e inspirado no modelo francês da Maison Verte de Françoise Dolto. Partindo de um questionamento sobre o impossível da prevenção em psicanalise, propomos inverter a lógica que subentende essa noção: em vez de impedir transtornos, não tratar-se-ia, em uma clínica psicanalítica com bebês, de promover a constituição subjetiva? A partir de situações clínicas de pequenas crianças e pais acompanhados no Îlot-bébés, em Paris, defendemos que nossas intervenções favorecem o processo de constituição psíquica, pois operam sobre o laço da criança com o Outro em suas dimensões pulsional e narcísica, além de participarem do processo de separação e de emergência do sujeito do desejo. Consideradas, assim, como estruturantes, situam-se entre o preventivo, o terapêutico e o educativo, já que é na intersecção desses três campos que o sujeito emerge.A prevenção é então concebida como o acompanhamento que oferece condições para a instauração da subjetividade, promovendo experiências singulares e espaços de desejo. Permitindo, por fim, uma articulação possível com o campo das políticas públicas, o dispositivo do acolhimento aparece como espaço de resistência da psicanálise no contexto do laço social contemporâneo. (AU)