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Tocas de guaruçá simuladas apresentam duração diferenciada ao largo da praia

Processo: 18/14156-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Alexander Turra
Beneficiário:Alexander Turra
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ecologia marinha 

Resumo

A abundância de caranguejos maria-farinha (ou guaruçá e nomes afins) é geralmente usada como um indicador de qualidade ambiental de praias arenosas. A maioria dos estudos usa uma abordagem indireta para avaliar a abundância de caranguejos, assumindo que há uma relação direta entre o número de indivíduos e tocas. Nossa hipótese é de que as tocas podem permanecer abertas por períodos distintos de tempo, dependendo do estrato da praia em que se localizam. Realizamos um experimento de manipulação em campo que simulou tocas, sendo a persistência destas avaliada individualmente por aproximadamente um mês. As tocas construídas nas dunas duraram de três a cinco dias. No interior da vegetação, as tocas chegaram a estar abertas após um mês de estudo. Os resultados mostram que há diferença significativa na persistência e que as estimativas de abundância podem superestimar as classes de indivíduos de tamanhos maiores, que habitam os estratos mais altos das praias. Nós recomendamos que essas informações sejam consideradas em estudos populacionais e encorajamos o desenvolvimento de estudos similares em escalas espaciais e temporais mais amplas. (AU)