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Melatonina e ácido docosahexaenóico reduzem a proliferação de células prostáticas benignas PNT1A via modulação da bioenergética mitocondrial e produção de EROs

Processo: 18/19590-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2018 - 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Rejane Maira Góes
Beneficiário:Rejane Maira Góes
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Mitocôndrias  Melatonina  Bioquímica celular  Próstata  Bioenergética 

Resumo

O desenvolvimento do câncer de próstata tem sido associado a alterações na atividade mitocondrial e na produção de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs). A melatonina (MLT) e o ácido docosahexaenóico (DHA) apresentam a propriedade de modular ambos os parâmetros, mas seu papel protetor, principalmente em estágios iniciais do câncer de próstata, ainda permanece por ser elucidado. No presente estudo, foram avaliados os efeitos da MLT e do DHA, combinados ou não, em células PNT1A com foco na bioenergética mitocondrial, produção de EROs e vias associadas à proliferação celular. Baseado em ensaios de dose resposta e de acúmulo de lipídios, as concentrações de DHA a 100µM e a MLT a 1µM incubados por 48h foram escolhidas devido ao efeito antiproliferativo. O DHA dobrou e a melatonina reduziu (40%) a produção do ânion superóxido, entretanto a co-incubação (DM) não normalizou aos níveis do Controle. A produção do peróxido de hidrogênio foi reduzida após a incubação apenas com MLT (p<0.01). Estas alterações afetaram a área e o perímetro mitocondrial, tendo em vista que o DHA aumentou enquanto que a MLT reduziu estes parâmetros, mas este hormônio não teve efeito na co-incubação. O DHA sozinho não alterou a taxa de fosforilação oxidativa (OXPHOS), mas reduziu (p<0.001) a capacidade de reserva bioenergética mitocondrial (CRBM), a qual está estreitamente relacionada à responsividade celular em condições de estresse. A MLT, independentemente do DHA, melhorou OXPHOS, além de recuperar a CRBM após a co-incubação. Em relação à vias de proliferação, todas as incubações reduziram a fosforilação de AKT, entretanto, somente a MLT sozinha inibiu p-mTOR. A MLT aumentou p-ERK1/2 e quando combinada ao DHA, estimulou a expressão de GSTP1 (p<0.01). O DHA não alterou os níveis de testosterona no meio de cultura, mas a MLT os reduziram, sozinha ou em co-incubação, em cerca de 20%; entretanto, nenhuma incubação afetou a expressão de receptor de andrógeno (AR). Além disso, a incubação com luzindol revelou que a os efeitos da MLT foram independente da sensibilização de MTR1/2. Em conclusão, o DHA aumentou a produção de EROs e comprometeu a função mitocondrial, a qual provavelmente afetou a ativação de AKT; a MLT melhorou OXPHOS e reduziu EROs, o que está associado à menor fosforilação de AKT/mTOR; e quando co-incubados, a ação antiproliferativa foi relacionada à modulação da bioenergética mitocondrial associada à regulação de AKT e ERK1/2. Em conjunto, estes achados apontam para a potencial aplicação do DHA e da MLT na prevenção de distúrbios proliferativos da próstata. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TAMARINDO, GUILHERME H.; RIBEIRO, DANIELE L.; GOBBO, MARINA G.; GUERRA, LUIZ H. A.; RAHAL, PAULA; TABOGA, SEBASTIAO R.; GADELHA, FERNANDA R.; GOES, REJANE M. Melatonin and Docosahexaenoic Acid Decrease Proliferation of PNT1A Prostate Benign Cells via Modulation of Mitochondrial Bioenergetics and ROS Production. OXIDATIVE MEDICINE AND CELLULAR LONGEVITY, 2019. Citações Web of Science: 0.

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