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Efeitos da anandamida em ratos com sintomas semelhantes a Doença de Alzheimer induzida pela estreptozotocina

Processo: 18/19036-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2018 - 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Tatiana Lima Ferreira
Beneficiário:Tatiana Lima Ferreira
Instituição-sede: Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Alzheimer  Modelos animais  Memória 

Resumo

A doença de Alzheimer (AD) é caracterizada por múltiplos prejuízos cognitivos, incluindo memória e déficits sensório-motores como resultado da perda neuronal e sináptica. O sistema endocanabinóide desempenha um papel importante nestes déficits, mas pouco se sabe sobre sua influência no mecanismo molecular em relação ao acúmulo de proteína fosforilada de tau (p-tau) - uma das características da AD - e na densidade de proteínas sinápticas. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar os efeitos preventivos da anandamida (N-araquidonoiletanolamina, AEA) sobre múltiplos déficits cognitivos e sobre os níveis de proteínas sinápticas (sintaxina 1, sinaptofisina e proteína associada a sinaptossomas, SNAP-25), receptores canabinoides tipo 1 (CB1) e moléculas relacionadas à maquinaria de degradação de p-tau (HSP70 e BAG2), em um modelo de demência esporádica tipo AD em ratos, usando injeção intracerebroventricular (icv) de estreptozotocina (STZ) Nossa hipótese é que a AEA poderia interagir com a HSP70, modulando o nível de proteínas p-tau e sinápticas, prevenindo as deficiências cognitivas induzidas pela STZ. Trinta dias após receberem injeções bilaterais de AEA ou STZ ou ambos, o desempenho cognitivo de ratos Wistar machos adultos foi avaliado no teste de reconhecimento de objeto, pela latência de escape no labirinto em cruz elevado, pelo condicionamento de medo do som e contexto, bem como em testes de inibição de pré-pulso. Posteriormente, os animais foram eutanasiados e seus cérebros foram removidos para análise histológica ou para quantificação de proteínas por Western Blotting. Os resultados comportamentais mostraram que a STZ prejudicou o reconhecimento, além de memórias de medo do labirinto e do condicionamento ao som, mas não afetou a memória de medo contextual e a inibição do pré-pulso. Além disso, a AEA preveniu o prejuízo na memória de reconhecimento e na memória emocional não associativa induzidos pela STZ, mas não influenciou o efeito da STZ no condicionamento do medo do som. STZ aumentou a área ventricular cerebral e este aumento foi impedido pela AEA. Adicionalmente, a STZ reduziu os níveis de p-tau (Ser199 / 202) e aumentou p-tau (Ser396), embora a AEA não tenha afetado essas alterações. HSP70 foi encontrado diminuído apenas por STZ, enquanto os níveis de BAG2 foram diminuídos por STZ e AEA. Os níveis de sinaptofisina, sintaxina e receptor CB1 foram reduzidos por STZ, mas apenas a sintaxina foi recuperada por AEA. No total, embora a AEA não tenha modificado algumas alterações neuroquímicas provocadas pela STZ e que são semelhantes à DA, ela impediu parcialmente o comprometimento cognitivo induzido pela STZ, algumas alterações observadas nos marcadores sinápticos e o aumento dos ventrículo laterais. Este estudo mostrou, pela primeira vez, que a administração de um endocanabinóide pode prevenir efeitos semelhantes à DA induzidos pela STZ, estimulando novas investigações sobre a modulação dos níveis de endocanabinoides como uma abordagem terapêutica para a DA. (AU)

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