Busca avançada
Ano de início
Entree

"Prevalência de dor neuropática em pacientes diabéticos, validação de instrumentos de rastreio da dor, correlação com neuropatologia cutânea polimorfismos para TNF alfa, perfil de cicatrização tecidual e efeito da terapia com fotobiomodulação"

Processo: 18/14560-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2018 - 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Camila Squarzoni Dale
Beneficiário:Camila Squarzoni Dale
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Daniel Ciampi Araujo de Andrade ; José Pinhata Otoch ; Manoel Jacobsen Teixeira
Assunto(s):Dor neuropática  Terapia a laser de baixa intensidade 

Resumo

A neuropatia diabética (ND) é uma das complicações mais comuns do diabetes, atingindo cerca de 50% dos pacientes portadores da doença. Dentre os diversos sintomas da ND, destaca-se o desenvolvimento de dor crônica, que acomete, principalmente, as extremidades, manifestando-se como respostas exacerbadas para estímulos nocivos (hiperalgesia) e dor em resposta a estímulos leves ou não dolorosos (alodínia). Os tratamentos convencionais disponíveis para a neuropatia em geral, incluindo a dor associada, ainda são insatisfatórios e beneficiam apenas uma pequena parcela dos pacientes. Assim, faz-se necessário saber se existem dados epidemiológicos e clínicos típicos, bem como conjuntos de sintomas sensoriais, que são característicos para cada modalidade da doença. Este conhecimento é, importante para o desenho de futuros ensaios clínicos e para desenvolver medicamentos mais eficazes para estes pacientes que ainda não encontram alívio adequado com os fármacos disponíveis atualmente. Na clínica, o uso de terapia por fotobiomodulação (FBM) tem chamado cada vez mais atenção, uma vez que, por promover regeneração nervosa precoce, resulta em significativa melhora das incapacidades motoras e sensitivas geradas por diversos tipos de lesões em nervos periféricos. No entanto, embora os resultados sejam satisfatórios, os mecanismos pelos quais esses efeitos benéficos acontecem são ainda desconhecidos. Dados obtidos por nosso grupo demonstram que o tratamento experimental com FBM reverte hipersensibilidade mecânica, induz aumento dos níveis de NGF e restaura a mielina dos nervos periféricos de camundongos com neuropatia diabética, em um processo que envolve a liberação central de opióides. O presente projeto tem por objetivos: a) determinar os diferentes perfis sensoriais em pacientes diabéticos criando um fenótipo/ genótipo de sinais e sintomas capazes de diferenciar populações distintas de pacientes com o mesmo diagnóstico inicial. Para tanto, serão comparados o perfil de sintomas, sensibilidade exteroceptiva, densidade de fibras nervosas intraepidérmicas, associação com polimorfismo para gene para TNF alfa e avaliação do perfil de cicatrização da ferida em pacientes diabéticos do Hospital Universitário da USP e b) avaliar o efeito terapêutico da FBM no tratamento adjuvante da neuropatia diabética, cicatrização de feridas e dor associada. (AU)