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Densificação energética e torrefação de misturas de biomassa

Processo: 18/14827-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2018 - 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Engenharia Agrícola
Pesquisador responsável:Andrea Cressoni de Conti
Beneficiário:Andrea Cressoni de Conti
Instituição-sede: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rosana. Rosana , SP, Brasil
Pesq. associados:Fábio Minoru Yamaji
Assunto(s):Energia  Energia de biomassa  Bioenergia  Biomassa 

Resumo

Um dos grandes problemas encontrados no uso de resíduos agrícolas está ligado com o manuseio, transporte e estocagem, e quando trata-se da questão energética temos a baixa densidade que esses materiais apresentam, assim a densificação energética, no caso adotaremos o processo de briquetagem, tem sido adotado como forma de melhorar todas essas variáveis e também de aumentar a densidade energética do produto viabilizando dessa forma o seu uso. Quando se trabalha com a densificação energética um problema existente é a formação do briquete. Um material muito estudado e que apresenta esse problema é o bagaço de cana-de-açúcar que tem-se apresentado muito friável. Assim realizar misturas de vários resíduos, como a palha de cana-de-açúcar, cepa de mandioca e alga, pode vir a ajudar a diminuir essa friabilidade, podendo também aumentar a densidade energética do briquete. Rosana é um município que possui muita biomassa provenientes da agricultura, da agroindústria e dos reservatórios das hidrelétricas, é necessário a apresentação de soluções para a utilização dessa biomassa, a fim de proteger o meio ambiente e tirar o máximo de aproveitamento que ela possa oferecer. Dentre os resíduo agrícolas que a região possui em quantidade, estão os resíduos provenientes da cultura de mandioca. Rosana também possui os resíduo de bagaço de cana-de-açúcar e palha de cana-de-açúcar, oriundos da usina sucroalcooleira, além da biomassa de alga (Egéria densa) gerada da limpeza das grades da usina hidrelétrica, principalmente a de Porto Primavera. Pretende-se nesse trabalho utilizar os resíduos: cepa de mandioca, o bagaço e palha de cana-de-açúcar e a macrófita Egeria densa para confeccionar briquetes, torrefá-los e verificar qual será a melhor composição das misturas para posterior uso energético dos briquetes, bem como verificar também se a macrófita e a cepa de mandioca, utilizadas in natura durante a confecção dos briquetes conseguem atuar como ligantes e assim formar um briquete melhor. Dessa forma, esse estudo promoverá um conhecimento maior dessa biomassa e de seu possível uso, além do fato de que essas misturas são inovadoras, e acredita-se que as mesmas podem produzir um briquete bem formado e com um bom poder calorífico armazenando uma grande quantidade de energia para ser liberada através da queima dos briquetes em diversos usos, seja na cocção, seja na queima em gaseificadores para a produção de energia elétrica. (AU)