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Efeito da propagação da brisa marítima na camada limite urbana na Região Metropolitana de São Paulo, Brazil

Processo: 18/17778-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Meteorologia
Pesquisador responsável:Flávia Noronha Dutra Ribeiro
Beneficiário:Flávia Noronha Dutra Ribeiro
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Micrometeorologia 

Resumo

Circulações térmicas sobre áreas urbanas, como brisas lacustres, marítimas, terrestres e de vale-montanha e circulações de ilha de calor urbana (ICU) são determinantes para o tempo local e para condições de qualidade do ar em áreas altamente populosas. Esse estudo investiga a influência da propagação da brisa de marítima (BM) no desenvolvimento da camada limite urbana (CLU) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), Brasil, uma área urbana com topografia complexa. Essa investigação foi realizada observacionalmente por meio da análise de observações de superfície e em altitude conduzidas em 2013 durante as campanhas do projeto MCITY BRAZIL, e realizada numericamente por meio de uma séries de simulações com o modelo Weather Research and Forecasting (WRF). A análise observacional evidencia dois eventos de BM na RMSP, um em fevereiro (verão austral) e outro em agosto (inverno austral). Nas duas estalções a passagem das frentes de BM o interrompem o crescimento convectivo da CLU e estabelecem uma camada limite térmica interna, assim reduzindo a altura da CLU. O esfriamento também interrompe momentaneamente a circulação da ICU. Os resultados indicam que a topografia fortalece a propagação da BM porque ajuda o ar marinho a subir a escarpa entre a costa e a RMSP e a atingir o planalto enquanto força o ar marinho a esfriar adiabaticamente, intensificando o gradiente térmico entre a parte sul do planalto e a área urbana. A ICU ainda aumenta o gradiente térmico (de 0,5 a 2 K no verão e de 1 a 2,5 K no inverno), acelerando a propagação da BM. Condições sinóticas determinam se a frente de BM chega à área urbana e também podem deslocar o centro de convergência da circulação de ICU. (AU)

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