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A rutina (quercetina-3-rutinosídeo) modula os distúrbios hemostáticos e o desequilíbrio redox induzido pelo veneno da serpente Bothrops Jararaca em camundongos

Processo: 18/18525-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2018 - 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Marcelo Larami Santoro
Beneficiário:Marcelo Larami Santoro
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Plaquetas sanguíneas  Rutina  Coagulação sanguínea  Hematologia 

Resumo

As picadas por serpentes são um grande problema de saúde coletiva em todo o mundo. No Brasil, o veneno da serpente Bothrops jararaca (BjV) provoca distúrbios hemostáticos, manifestações hemorrágicas e desequilíbrio do estado redox. A soroterapia específica, embora seja eficaz em reverter a maioria das manifestações induzidas por picada de serpentes, não é capaz de tratar manifestações secundárias, como o estresse oxidativo/nitrosativo. Em busca de novas terapias complementares que possam atenuar os distúrbios fisiológicos desencadeados pelo envenenamento, nós elegemos a quercetina-3-rutinosídeo (rutina) por seu potencial como potente antioxidante e como modulador da hemostasia. A atividade da rutina foi avaliada tanto sobre as atividades biológicas do BjV bruto in vitro, quanto pela sua capacidade (14,4 mg/kg p.v.) de modular in vivo os marcadores do estado hematológico, hemostático e redox alterados pela injeção de BjV (1,6 mg/kg p.v., sc) em camundongos. In vitro, a rutina não inibiu a agregação plaquetária induzida pelo BjV e as atividades biológicas das principais enzimas presentes no BjV (metaloproteinases, fosfolipases A2, serina proteases e L-aminoácido oxidases). Por outro lado, a rutina atenuou a hemorragia local e o aumento de espécies reativas, preveniu a queda na contagem de eritrócitos e nos níveis de fibrinogênio, diminuiu o sangramento da cauda e encurtou o tempo de protrombina (PT) causados pelo envenenamento. Além disso, a rutina reduziu a atividade do fator tissular (TF) e alterou a expressão proteica do TF no fígado, pulmões, coração e pele. Em conclusão, os distúrbios no estado redox e no sistema hemostático induzido pelo envenenamento experimental pela B. jararaca foram modulados pela rutina, sugerindo que ela tem um grande potencial para ser utilizada como um agente terapêutico auxiliar em acidentes ofídicos. (AU)

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