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Produção leiteira em cabras Saanen: relações entre síntese de leite, estresse, apoptose e expressão gênica na glândula mamária

Processo: 18/09093-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2018 - 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Produção Animal
Pesquisador responsável:João Alberto Negrão
Beneficiário:João Alberto Negrão
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Assunto(s):Glândulas mamárias  Hormônios  Manejo animal  Cabras  Produção de leite  Lactação  Estresse 

Resumo

A redução da produção leiteira causada estresse vem sendo relacionada a mudanças celulares e apoptose na glândula mamária, moduladas pela ação do cortisol, insulina, prolactina (PRL), hormônio de crescimento (GH) e fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1). Por outro lado, alguns autores sugerem que as chaperonas podem interagir com os receptores celulares do cortisol, PRL, GH, insulina e IGF-1 em outros tecidos, tendo papel fundamental na manutenção da homeostasia celular, protegendo as células de diferentes estressores. Porém, não foram encontradas na literatura informações sobre as interações entre as chaperonas da família das heat chock proteins (HSPs), cortisol, PRL, GH, insulina, IGF-1, e os processos de proliferação e apoptose celular na glândula mamária. Neste contexto, utilizando como modelo experimental 40 cabras Saanen em lactação, esse projeto propõe estudar o efeito do estresse via cortisol sobre a síntese de leite, apoptose e expressão gênica na glândula mamária in vivo (Experimento I) e in vitro (Experimento II). No experimento in vivo, a relação entre a liberação de cortisol e as células epiteliais mamárias será avaliada após a administração de ACTH (estresse fisiológico padrão) ou solução fisiológica (controle). No experimento in vitro, será avaliado o efeito de diferentes concentrações de cortisol (0, 10, 100 e 1000 ¼g/mL) sobre as células epiteliais mamárias in vitro. Para estudar o efeito do cortisol in vivo, serão mensuradas a produção e qualidade do leite, liberação de cortisol e glicose, taxas de proliferação e apoptose celular, expressão dos receptores de cortisol (GR e MR), PRL (PRLR), GH (GHR), insulina (INSR), (IGF1R), HSPs 60, 70 e 90. Para estudar o efeito in vitro da inclusão de diferentes concentrações de cortisol serão mensurados a síntese de lactose, caseína, lactoalbumina e lactoferrina na cultura celular, bem como, a expressão dos PRLR, GHR, INSR, IGF1R, GR, MR, HSPs 60, 70, 90, taxas de proliferação e apoptose nas células epiteliais mamarias. Deste modo, os dados obtidos no presente estudo serão ferramentas importantes para avaliar o efeito do estresse sobre a persistência da lactação. (AU)