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Eicosanoides e a biologia dos gliomas - modulação pelos ácidos graxos poliinsaturados

Processo: 18/15646-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2018 - 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Alison Colquhoun
Beneficiário:Alison Colquhoun
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Migração  Glioma  Eicosanoides  Metabolismo dos lipídeos 

Resumo

O ácido graxo poliinsaturado (PUFA) da família n-6, ácido octadecatrienóico (18:3 n-6) ou gama-linolênico (GLA), é um inibidor da proliferação e migração de células de glioma. O GLA e os PUFA's n-3, ácidos eicosapentaenóico (20:5 n-3) (EPA) e docosahexaenóico (22:6 n-3) (DHA), podem influenciar vários aspectos de proliferação e morte celular além de interferir nos processos de migração e invasão celular de vários tumores. Apesar de constar na literatura estes efeitos, os mecanismos de ação destes PUFA's são menos conhecidos em gliomas e a sua compreensão será o alvo de estudo do projeto aqui proposto. O EPA e o DHA serão os ácidos graxos de escolha já que os efeitos de PUFA's n-3 ainda são menos estudados em gliomas do que os da família n-6. O projeto tem como objetivo melhor entender as vias pelas quais EPA e DHA interferem na biologia de gliomas. Os principais itens escolhidos para estudar são os mecanismos de controle do ciclo celular, apoptose, migração e invasão celular, metabolismo de ácidos graxos e eicosanoides, e resistência à quimioterapia. Serão estudados os efeitos de PUFA's n-3 sobre a expressão de RNAm e de proteínas de importância para os processos biológicos supracitados especificamente em glioma. Também será analisado neste projeto o efeito de PUFA's n-3 sobre a resistência à quimioterapia em células de glioma sensíveis e resistentes à quimioterapia in vitro e in vivo. Espera-se que esta abordagem permitirá a obtenção de dados valiosos para melhor entender a ação de PUFA's n-3 sobre as células de glioma tanto in vitro quanto in vivo e identificar se têm potencial para melhorar a resposta celular à quimioterapia neste notoriamente difícil de tratar tumor. (AU)