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Estudos experimentais sobre normas sociais

Processo: 18/11201-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 16 de março de 2019 - 30 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Comportamento Político
Pesquisador responsável:Gabriel Cepaluni
Beneficiário:Gabriel Cepaluni
Pesquisador visitante: Esteban Freidin
Inst. do pesquisador visitante: Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET), Argentina
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Teoria dos jogos  Cooperação  Psicologia política  Eleições (processo político) 

Resumo

As normas sociais têm um papel onipresente nas decisões do Jogo do Ditador (JD). Por exemplo, quando os participantes estimam as opiniões dos outros sobre o comportamento socialmente mais apropriado no jogo (isto é, a norma prescritiva), é mais provável que escolham uma distribuição equitativa (Krupka & Weber, 2009) ou uma distribuição mais próxima da norma de equidade (Senci et al., forthcoming).No presente estudo, exploramos as influências normativas nas decisões do GD, após os participantes pensarem sobre as normas prescritivas no grupo ou fora do grupo no contexto das eleições presidenciais argentina de 2015 e a brasileira de 2018.A identidade das pessoas de fora do grupo deve ser um fator-chave que influencie a sensibilidade das pessoas às opiniões diferentes das suas. Por um lado, muitos estudos teóricos (por exemplo, Teoria da Identidade Social, Tajfel e Turner, 1986; co-evolução da cultura genética do altruísmo paroquial, Bowles et al., 2003) e resultados empíricos (por exemplo, Bernhard et al., 2006; Baldasarri & Grossman, 2013) levam a esperar que opiniões normativas do grupo tenham uma influência mais forte no comportamento do que as normas fora de fora grupo. Isto pode ocorrer por muitas razões, tais como pessoas que procuram afirmar sua identidade social seguindo as normas do grupo ou aprendendo a esperar punição pela transgressão de tais normas. Desse ponto de vista, poderíamos esperar que as decisões do JD estivessem mais próximas da norma de equidade quando os participantes estimam as opiniões normativas dos seus próprios grupos em vez dos de fora dos grupos. Por outro lado, a referência à norma de fora do grupo no contexto de uma eleição pode levar ao desempenho da identidade social, ou seja, comportamentos que tentam mudar os estereótipos e o tratamento dos outros no grupo (Klein et al., 2007). Essa noção está próxima da ideia de altruísmo competitivo (Roberts, 1998), embora aplicada a preocupações com a reputação do grupo. A partir dessa visão, esperaríamos mais decisões pró-sociais depois que os participantes estimassem a opinião normativa dos grupos externos à dos próprios grupos. Essa previsão deve permanecer no contexto pré-eleitoral, quando a reputação do grupo pode ter fortes consequências no sucesso do grupo, mas não após a eleição, quando as apostas são muito mais baixas. (AU)