Resumo
Exposições crônicas ao estresse térmico podem afetar a proliferação, diferenciação e até a sobrevivência das células germinativas, sendo que a depleção total destas células pode resultar em animais completamente estéreis. Em nível genético, altas temperaturas podem causar mutações e também alterações epigenéticas no DNA das células germinativas, podendo portanto ser transmitidas às próximas gerações, com implicações sobre a sobrevivência e capacidade dos peixes de lidar em ambientes mais susceptíveis às alterações climáticas, principalmente ao aquecimento global. Este estudo visa elucidar os mecanismos regulatórios (genético, molecular e endócrino) envolvidos na manutenção e diferenciação das células germinativas de animais submetidos ao estresse térmico prolongado utilizando a truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) e medaka (Oryzias latipes) como modelos experimentais. (AU)
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