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Análise das três peroxiredoxinas do tipo 1-Cys de Aspergillus fumigatus revela que a Prx1 citossólica é central para o metabolismo de H2O2 e virulência

Processo: 18/15034-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de dezembro de 2018 - 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Iran Malavazi
Beneficiário:Iran Malavazi
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Assunto(s):Aspergillus fumigatus  Virulência 

Resumo

Entre as estratégias de defesa frente à patógenos estão as células fagocíticas do hospedeiro as quais são capazes de liberar vários oxidantes. Por este motivo, os patógenos têm que lidar com condições de estresse oxidativo no local da infecção. As peroxirredoxinas (Prx) são peroxidases altamente reativas e abundantes que podem justificar a virulência e a persistência de patógenos em diversos hospedeiros. Neste trabalho revelamos que o patógeno humano oportunista A. fumigatus apresenta três Prx do tipo 1-Cys (subfamília Prx6), o que é sem precedentes na literatura. Mostramos que PrxB e PrxC residem na mitocôndria, enquanto Prx1 localiza-se no citosol. Como observado para outras Prxs, Prx1 e PrxC recombinantes foram capazes de decompor H2O2 em velocidades elevadas (constantes de velocidade medidas na faixa de 107M-1s-1). Mutantes nulos para cada uma das Prx apresentaram maior sensibilidade ao estresse oxidativo em comparação com a linhagem selvagem. Além disso, a Prx1 citosólica mostrou-se importante para a sobrevivência de A. fumigatus em presença de agentes que interferem na cadeia transportadora de elétrons. A expressão das Prxs foi dependente da quinase SakA(HOG1) MAP e do fator de transcrição Yap1(YAP1), um regulador global da resposta ao estresse oxidativo em fungos. Finalmente, a Prx1 citosólica desempenhou um papel importante na patogenicidade, uma vez que é necessária para a virulência deste fungo o que foi observado utilizando-se um modelo de infecção neutropênica em camundongo. Nossos dados indicam que os três Prxs do tipo 1-Cys atuam em conjunto para manter o balanço redox de A. fumigatus. (AU)