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Educação profissional e industrialização no Brasil: do fordismo ao sistema flexível de produção

Processo: 18/13251-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Tópicos Específicos de Educação
Pesquisador responsável:Luiz Roberto Gomes
Beneficiário:Luiz Roberto Gomes
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Ensino profissional e técnico  Sistemas de produção  Industrialização  Teoria social  Teoria crítica  Brasil  Livros  Publicações de divulgação científica 

Resumo

Este livro é resultado do desdobramento de uma pesquisa de pós-doutorado situada a partir dos estudos recentes da área de teoria crítica da sociedade e educação. Aborda o tema da educação profissional no contexto dos processos de industrialização no Brasil, notadamente do fordismo ao sistema de produção flexível. O caminho argumentativo parte do contexto de difusão do padrão flexível de produção e a adoção subsequente de seu conteúdo no campo da Educação, passando pela análise do paradigma taylorista-fordista e seu sucessor, o pós-fordismo ou padrão flexível de produção, para voltar a análise da educação profissional no Brasil inscrita no contexto de uma história multifacetada. Trata-se da consubstanciação da Escola Dualista referenciada pela dualidade de status social do trabalho, que impacta significativamente o campo da educação formal, tendo-se a Educação Profissional como destino líquido e certo para todos os desafortunados da sorte, dos sobrenomes, das heranças, do ambiente familiar do lar. Essa cultura refratária ao trabalho manual e a aquele que exige esforço ou força física não apenas se cristalizou como proporcionou as circunstâncias favoráveis à elaboração de políticas de ensino profissionalizante e de qualificação para o trabalho com forte caráter assistencialista. Como argumentamos, o país é tomado de assalto pela onda das complexas e inéditas transformações, entre as quais a mudança de paradigmas de produção é apenas um dos elementos a condicionar as ações dos planejadores e gestores. Destacamos, em especial, a crise do modelo do Estado de bem-estar social e a crescente e progressiva substituição deste pelas políticas de Estado mínimo (novo gerencialismo público), a globalização econômica, a mudança de tecnologia de base analógica para a de base digital e o surgimento, difusão e massificação de aplicação da internet e das próprias tecnologias de informação e comunicação (TIC). O amálgama constituído por tais elementos proporcionou reflexos diretos na gestão das empresas, nas tecnologias produtivas, nas formas de competitividade e, assim, nas exigências sobre a formação educacional e profissional do trabalhador. (AU)