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CON-VIVA em direção a uma conservação do convívio: governança em interações humanos-vida selvagem no Antropoceno

Processo: 18/50038-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2018 - 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Convênio/Acordo: Belmont Forum
Pesquisador responsável:Katia Maria Paschoaletto Micchi de Barros Ferraz
Beneficiário:Katia Maria Paschoaletto Micchi de Barros Ferraz
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Assunto(s):Conservação  Desenvolvimento 

Resumo

CON-VIVA está baseado na premissa de que conservação é crítica para transformações para a sustentabilidade, mas que suas práticas precisam mudar radicalmente. Conservação pode ser efetiva na proteção da biodiversidade em alguns locais, mas in toto tem falhado em diminuir a perda global de diversidade. A continua fragmentação dos habitats e a diminuição dos recursos para pesquisa em tempos de austeridade compõe esse problema. Muitos conservacionistas reconhecem isso, estabelecendo importantes discussões sobre o Antropoceno, em como reconfiguraras relações homem-vida selvagem, áreas protegidas e o papel do desenvolvimento econômico na conservação. O objetivo principal do CON-VIVA é refinar conceitualmente e testar empiricamente os aspectos de uma nova teoria emergente neste debate: "Conviva I Conservation", aqui traduzido livremente como conservação do convívio, uma conservação que busca uma convivência pacífica e amigável na qual o homem e a vida selvagem possam ser bem-sucedidos. Este novo modelo responde aos temas estabelecidos no T2S, indo além de áreas protegidas e fé nos mercados para a construção de caminhos de governança, financiamento e paisagem que integrem conservação e redução da pobreza, aliados à prosperidade econômica. CON-VIVA investigará os aspectos da conservação do convívio através da comparação de casos de conservação atuais e relevantes que atendam a conflito humanos-vida silvestre envolvendo predadores de topo na Finlândia, EUA e países em desenvolvimento como Brasil e Tanzânia. Nossa hipótese é que se "viver com" (conviver) predadores de topo pode ser combinado efetivamente com novas formas de desenvolvimento econômico, uma transição para uma conservação de convívio pode ser alavancada significativamente. Ao organizar esse projeto ao redor de redes que integrem acadêmicos e agentes em níveis locais e globais, nós iremos entender melhor as condições dessa transição, ao mesmo tempo em que iremos conceituar e popularizar um novo modelo para a conservação. Isso permitirá ao CON-VIVA contribuir com o SDG 15 e inspirar e fomentar grandes transformações em direção à sustentabilidade. (AU)