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Estudo da efetividade de intervenção multidisciplinar em adolescentes com excesso de peso no Centro de Recuperação e Educação Nutricional - projeto multiplicadores da saúde - fase 2

Processo: 18/04164-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2018 - 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Pesquisador responsável:Ana Lydia Sawaya
Beneficiário:Ana Lydia Sawaya
Instituição-sede: Centro de Recuperação e Educação Alimentar (CREN). Núcleo Interdepartamental de Segurança Alimentar e Nutricional (NISAN). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:Vinicius José Baccin Martins
Assunto(s):Glândula tireoide  Termografia  Consumo de alimentos  Obesidade 

Resumo

O excesso de peso tornou-se uma pandemia mundial e o principal problema para a saúde pública mundial. Seu tratamento tem revelado uma realidade complexa com atenuantes e agravantes ainda pouco conhecidos. Por exemplo, um número de evidências crescente sugere que alimentos hiperpalatáveis, ou alguns ingredientes nesses alimentos, podem ser capazes de desencadear um processo aditivo que agrava o quadro da doença. Além disso, existem evidências que indivíduos com excesso de peso apresentam alterações no eixo hipotálamo-hipófise-tireoidiano e no balanço energético que podem também dificultar a recuperação nutricional. Ainda, há fortes evidências que indivíduos com baixa estatura, marcador de subnutrição crônica, tem maior risco de ganhar peso e de comorbidades correlatas quando vivem em um ambiente obesogênico em relação a indivíduos sem baixa estatura. Este projeto representa a Fase 2 de um protocolo de tratamento intitulado "Estudo da efetividade de intervenção multidisciplinar em crianças e adolescentes com excesso de peso no Centro de Recuperação e Educação Nutricional - Projeto Multiplicadores da Saúde" (FAPESP, número 2014/22501-2). E visa investigar a permanência da melhoria do estado nutricional após 24 meses do fim do tratamento (follow-up), e fatores que podem interferir no processo de recuperação, a saber: o perfil de consumo e presença de vício alimentar no follow-up, as alterações no eixo hipotálamo-hipófise-tireoidiano no início e no final do tratamento e o efeito da baixa estatura. Para o estudo da função tireoidiana, incluir-se-á um grupo de estudantes com baixa estatura e excesso de peso. As hipóteses que embasam estas análises são: os estudantes que sofreram a intervenção para perda de peso mantiveram a melhora ou continuaram a melhorar o seu estado nutricional, o perfil do consumo alimentar, e diminuíram ainda mais a prevalência de vício alimentar após o fim da intervenção; o tratamento permitiu reverter possíveis alterações no eixo hipotálamo-hipófise-tireoidiano (HPT). Ainda, hipotetizamos que a estatura, sendo um preditor importante da função tireoidiana, pode ajudar a explicar diferenças descritas na literatura na concentração dos hormônios do eixo HPT nos indivíduos com excesso de peso. Para tanto, serão reaplicados os questionários de vício e consumo alimentar, e aferidos o peso e a estatura dos estudantes que participaram do protocolo. Para a investigação da função tireoidiana será realizada a análise dos hormônios com o soro congelado dos estudantes (pré e pós tratamento para perda de peso). Além disso, em um grupo de estudantes pareado por sexo, idade, excesso de peso e com baixa estatura de João Pessoa realizar-se-á, em colaboração com o Prof. Vinicius Martins da UFPB, a avaliação da lipidemia, insulinemia, glicemia, TSH, T3 e T4. O motivo para esta colaboração dá-se pela maior prevalência de estudantes com baixa estatura e excesso de peso no Nordeste. (AU)