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Processo de produção de farinha e óleo de peixe assistido por micro-ondas

Processo: 16/22565-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de maio de 2019 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Produção
Pesquisador responsável:Ari Nelson Rodrigues Costa
Beneficiário:Ari Nelson Rodrigues Costa
Empresa:Evolve Soluções Ambientais Ltda
Município: São Paulo
Pesquisadores principais:André Ribeiro Coutinho
Pesq. associados: Antonio Carlos Dantas Cabral ; Daniel de Oliveira Mota ; Flavio D Angelo Pereira da Silva
Assunto(s):Produção de alimentos  Pescado  Farinha de peixe  Óleos de peixe  Tilápia  Micro-ondas 

Resumo

A produção de pescado no Brasil em 2011 foi de 544,5 mil toneladas, gerando cerca de 381,2 mil toneladas de resíduos. A tilápia é a espécie de peixe de água doce mais industrializada no Brasil, com 235,8 mil toneladas anuais no ano de 2011, seu rendimento é em torno de 30%, gerando 163 mil toneladas de resíduos, com grande potencial de aproveitamento. Sendo de 70% o teor de umidade dos resíduos, seu aproveitamento obteria aproximadamente 50 mil toneladas de produtos com alto valor proteico. A silagem é uma das alternativas para o aproveitamento deste resíduo, e sempre é acompanhado de secagem. A proposta deste projeto de pesquisa é a utilização da secagem por micro-ondas assistindo aos processos convencionais eliminando a silagem e encontrando o ponto ótimo de viabilidade técnica e econômica. Pesquisas realizadas em abóboras e pimentas vermelhas, utilizando secagem combinada micro-ondas convectiva apresentaram tempo e consumo de energia menores, maior taxa de secagem e menor degradação de cor nos produtos finais, podendo-se estender este método para o processamento de resíduo de pescado na produção de óleo e farinha de peixe. Realizaram-se previamente dois conjuntos de ensaios não controlados em fornos de micro-ondas na frequência de 915 MHz. Com o resultado dos ensaios foi possível perceber que é necessário reduzir o tamanho da partícula para que a secagem fosse mais homogênea, além disso, o resultado do teor de proteína obtido foi superior a 50%, atendendo os padrões de mercado. Nesta primeira fase da pesquisa inovativa serão executados experimentos controlados através do delineamento experimental ora proposto para modelar o processo inovador com equipamento de 15Kw. Os resultados dos experimentos serão analisados por dois métodos estatísticos. Os resultados para as características dos produtos serão submetidos à análise de superfície de resposta e para o processo se utilizará a análise do componente principal. Por fim, será realizada a modelagem virtual e a simulação do processo através dos aplicativos disponíveis no Laboratório de Comissionamento Virtual - LCV - do Centro de Pesquisas do IMT. Os processos que serão desenvolvidos neste projeto podem ser facilmente estendidos a outros tipos de pescado, tais como resíduo de camarão, para obtenção de quitina e em peixes cartilaginosos para obtenção de colágeno. Espera-se estender a tecnologia e o conhecimento para o aproveitamento de resíduos sólidos urbanos (RSU). Com este projeto resíduos comumente descartados serão transformados em produtos de valor agregado evitando sobrecarga aos aterros sanitários. Por fim, instalar uma linha piloto de produção de farinha de pescado dentro do Instituto Mauá de tecnologia para validar a metodologia proposta e obter dados reais do processo produtivo, bem como dados de consumo de energia e características físicas, químicas e biológicas da farinha e óleo de peixe. Dentre os resultados esperados ao final desta primeira fase podem ser listados: obtenção das características do equipamento de micro-ondas em relação a eficiência energética, secagem, esterilização e integridade dos produtos; comparação dos produtos obtidos com os padrões de mercado, modelagem e simulação do processo de produção acoplando a secagem por micro-ondas à secagem convectiva; determinação do rendimento físico do processo e sua viabilidade tecnológica; realização de estudos de cenários para escala de produção em função dos arranjos tecnologicamente viáveis e determinação da viabilidade econômica para os mesmos cenários. (AU)