Busca avançada
Ano de início
Entree

Atlas Socioambiental dos Lençóis Maranhenses

Processo: 17/26794-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2018 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Reinaldo Paul Pérez Machado
Beneficiário:Reinaldo Paul Pérez Machado
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Alfredo Pereira de Queiroz Filho ; Antonio Cordeiro Feitosa ; Benedito Souza Filho ; Daniel Nial Donoghue ; Emerson Galvani ; Fernando Nadal Junqueira Villela ; Fernando Shinji Kawakubo ; Jorge Hamilton Souza dos Santos ; Júlio César Suzuki ; Jurandyr Luciano Sanches Ross ; Pablo Luíz Maia Nepomuceno ; Rita de Cássia Ariza da Cruz ; Rúbia Gomes Morato ; Sueli Angelo Furlan ; Zulimar Márita Ribeiro Rodrigues
Auxílios(s) vinculado(s):19/08908-8 - Uma cooperação internacional para o desenvolvimento cibercartográfico inovativo: o projeto de intercâmbio e treinamento SPRINT, AP.R SPRINT
Bolsa(s) vinculada(s):18/25953-4 - Atlas socioambiental dos Lençóis Maranhenses, BP.TT
Assunto(s):Mapeamento geográfico  Comunidades locais 

Resumo

Os Lençóis Maranhenses têm chamado à atenção, desde muito tempo atrás, por ser uma região de extremos contrastes, não apenas do ponto de vista físico geográfico e climático, mas também pelas grandes contradições e conflitos sociais que ali se manifestam. Grande parte do território foi declarada oficialmente como Parque Nacional em 02 de junho de 1981 (BRASIL, 1981), embora a Região dos Lençóis e Pequenos Lençóis se estendam para além da área protegida pelo Parque Nacional (TSUJI, 2002). Comunidades estabelecidas dentro do Parque Nacional são abastecidas com eletricidade enquanto outras separadas por curtas distâncias carecem deste recurso, mesmo estando localizadas dentro do perímetro oficial (SOUZA, 2007). As consequências destas manifestações de injustiça espacial chegam a ser terríveis: graves problemas de saúde, sérios conflitos entre as atividades turísticas e os modos tradicionais de produção, entre outros. A região carece de um estudo multidisciplinar organizado na forma de atlas, embora seja popular e muito atrativa dede o ponto de vista turístico. Por esse motivo pretende-se elaborar o Atlas Socioambiental dos Lençóis Maranhenses, na sua completude, para numa etapa posterior, proceder a sua publicação digital e em papel. O atlas deverá ter em torno de 200 páginas, e inicialmente, temos estabelecido 13 seções. Pelo seu conteúdo temático e territorial especifico este atlas pode-se classificar dentro da categoria dos atlas regionais especiais (SALITCHEV, 1979). Portanto o Atlas proposto focará não apenas no Parque Nacional como também no seu entorno. Assim, pretendemos estudar todo o espaço geográfico, as várias categorias de uso da terra e as formas de ocupação pela sociedade, com ênfase nas comunidades que habitam a região. Esta se caracteriza por um ambiente inadequado para a grande maioria dos cultivos, não apenas pelo solo arenoso, mas também pela presença de dunas móveis e pelo regime hídrico, às vezes com excesso de chuvas, às vezes com estiagem prolongada. Todos estes fatores, associados à dificuldade de acesso, tornam a população mais vulnerável, e obviamente influenciam seus modos de vida. Contudo, as pessoas que moram ali se têm arranjado para produzir e se sustentar. A pesca e coleta de frutas, fibras e outros produtos naturais estão entre as atividades que eles praticam. Muitos se dedicam à criação de pequenos rebanhos de ovinos, caprinos e bovinos, ou trabalham pequenas parcelas de terreno, assim como à produção de artesanatos e às diferentes atividades relacionadas direta ou indiretamente ao turismo. Portanto, entendemos que o uso de geotecnologias conjugadas com um enfoque multidisciplinar e combinado com a utilização da metodologia denominada Cibercartografia - Cybercatography - (TAYLOR, 2005) ajudará a entender os fluxos e usos nesta região, contribuindo assim para melhorar a qualidade de vida das comunidades locais. O objetivo principal será divulgar o trabalho e a metodologia proposta, incorporar e incentivar a participação não apenas do setor acadêmico-científico, mas também dos gestores e da população local, em especial aqueles que moram dentro dos Lençóis Maranhenses e em sua área de influência. Assim, esta pesquisa, de cunho metodológico, poderá ser aplicada em outros lugares do Brasil onde existam conflitos socioambientais equivalentes, por exemplo, em populações indígenas, comunidades quilombolas, caiçaras e outras. (AU)