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Papel de macrófagos na carcinogênese

Processo: 18/10529-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2018 - 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Ana Paula Campanelli
Beneficiário:Ana Paula Campanelli
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Pesq. associados: Karen Angélica Cavassani
Assunto(s):Transformação celular neoplásica  Monócitos  Metástase  Neoplasias  Macrófagos 

Resumo

A inflamação é um componente do microambiente tumoral e desempenha papel crucial na tumorigênese. Embora a evidências sugiram que a inflamação possa induzir o desenvolvimento tumoral, a comprovação desta associação ainda é necessária. Inúmeros aspectos ainda precisam ser abordados como, por exemplo, definir quais os componentes celulares e moleculares são comuns a todas as respostas inflamatórias promotoras de neoplasias, e quais são específicos para determinados tecidos e tipos de tumores. Durante o processo inflamatório relacionado ao câncer, diversas vias moleculares e celulares são ativadas e, dentre os leucócitos, estudos recentes demonstram a importância dos macrófagos neste processo. Sabe-se que dentre os fatores críticos dos mecanismos de escape tumoral, os macrófagos associados aos tumores e as células supressoras mielóides, não apenas medeiam a supressão da resposta imune, mas também promovem a metástase e conferem resistência as terapias. Modelos experimentais demonstraram que a depleção de macrófagos ou ausência de CFS-1, principal estimulador de macrófagos, resulta em lenta progressão de câncer e menor taxa de metástase, mas ainda não há estudos definitivos que tenham estabelecido como diferente subpopulações de macrófagos, tais como M1 e M2, contribuem para o processo de progressão tumoral e metástase. As citocinas desempenham um papel fundamental nas funções pró-tumorais dos macrófagos. O repertório de citocinas de macrófagos é amplo incluindo mediadores inflamatórios (por exemplo, IL-1 e TNF), citocinas anti-inflamatórias (TGF e IL-10) e quimiocinas, que são expressas de forma diferencial dependendo do estado de ativação da célula. Assim, as estratégias para modular os mecanismos e efeitos destas populações de células podem oferecer grande potencial terapêutico. Baseado no exposto, a hipótese a ser testada é se os fatores derivados de monócitos/macrófagos poderia interferir nos mecanismos que regulam a resposta imune anti-tumoral e, consequentemente, promover a progressão neoplásica e o desenvolvimento de metástase (AU)