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Fatores genéticos de risco para neoplasia trofoblástica gestacional - grupo internacional de estudo em Doenças Trofoblásticas

Processo: 18/11918-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 03 de outubro de 2018 - 12 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Izildinha Maestá
Beneficiário:Izildinha Maestá
Pesquisador visitante: Kevin Meyer Elias
Inst. do pesquisador visitante: Harvard University, Cambridge, Estados Unidos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Predisposição genética para doença 

Resumo

Introdução: Gravidezes de molas completas resultam de uma fertilização anormal que propicia o desenvolvimento de tecido placentário sem a presença de um feto. É amplamente aceito que a progressão para neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) é biologicamente pré-determinada e ligada à mola hidatiforme completa (MHC). Entretanto, os mecanismos genéticos responsáveis por essa progressão não estão totalmente esclarecidos.Objetivos: Determinar se a análise de polimorfismos de nucleotídeos únicos (SNPs) é útil para identificar a predisposição genética associada ao desenvolvimento de NTG depois de MHC.Métodos: Este estudo multicêntrico irá incluir pacientes com MHC e esvaziamento uterino em um dos quatro Centros de Referência em Doenças Trofoblásticas (New England Trophoblastic Disease Center e três Centros Trofoblásticos de Referência do Estado de São Paulo) de 2018 a 2020. Todos os centros participantes estão integrados ao Grupo Internacional de Estudo em Doenças Trofoblásticas, Laboratório de Oncologia Ginecológica, Brigham and Women's Hospital, Boston (MA). Os dados clínicos coletados serão idade da paciente, idade gestacional, número de gestações, número de partos, título de hCG pré-esvaziamento e evolução da MHC (remissão/desenvolvimento de NTG). A resposta ao tratamento quimioterápico será avaliada com referência às dosagens seriadas de gonadotrofina coriônica humana (hCG) no soro das pacientes, como padrão ouro. Amostras de tecido molar fresco e buffy coat (preparações enriquecidas de leucócitos) das participantes e seus companheiros também serão coletadas, depois da obtenção do consentimento informado. Amostras serão desidentificadas para garantir a confidencialidade das informações das pacientes. A confirmação do diagnóstico de mola completa será feita pela análise de lâminas coradas com H&E e coloração imunoistoquímica p57(KIP2). DNA será extraído do tecido molar e buffy coat utilizando-se o kit QIAquick Kit (Qiagen, Valencia, CA, EUA) conforme as orientações do fabricante. A quantificação de DNA será efetuada por espectrofotômetro Nanodrop (Thermo Fisher, Wilminton, DE, EUA). Subsequentemente, 250 ng de amostras de DNA de alta qualidade serão hibridizadas usando a plataforma Affymetrix Cytoscan 750K array (Affymetrix, Santa Clara, CA, EUA) de acordo com o protocolo do fabricante. Os haplótipos obtidos serão comparados com o genoma de referência obtido pelo projeto HapMap. Potenciais marcadores serão validados utilizando material de arquivo do Brigham Women's Hospital. (AU)