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Urbanização costeira e macrofauna de praias arenosas: Baixada Santista como modelo de estudo

Processo: 17/19277-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2019 - 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Leonardo Querobim Yokoyama
Beneficiário:Leonardo Querobim Yokoyama
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Urbanização  Organização e administração  Baixada Santista (SP) 

Resumo

Globalmente a zona costeira vem sendo palco de uma intensificação do processo de urbanização. Há inúmeros registros de aumento do número de estruturas artificiais, maior aporte e procura pelo turismo, exploração econômica, além dos efeitos conjuntos das mudanças climáticas. Neste cenário, um dos ambientes mais frágeis e sensíveis são as praias arenosas. Estes locais abrigam uma biodiversidade particular que, comprovadamente, já sofre os efeitos negativos do aumento da urbanização costeira. Modificações no sedimento, estruturas artificiais, pisoteio e circulação de veículos são alguns dos vários impactos que afetam estes ambientes. Neste contexto, o manejo adequado deste ambiente requer o conhecimento de informações básicas, como características abióticas e a própria biodiversidade. A Baixada Santista, localizada no litoral central do Estado de São Paulo, pode ser considerada como um modelo para a avaliação dos efeitos da urbanização na biodiversidade. A presença do maior porto da América Latina, o polo industrial de Cubatão, estruturas artificiais distribuídas ao longo da costa e o intenso turismo em certas épocas do ano contrastam com a baixa quantidade de informações e a relação entre estes fatores e a biodiversidade das praias. Portanto, esta proposta tem a intenção de fazer uma avaliação do efeito da urbanização na biodiversidade das praias arenosas da Baixada Santista. Para tanto será feita uma (i) caracterização abiótica e do nível de urbanização das praias e (ii) uma avaliação da relação urbanização e biodiversidade. Por fim, proponho que os resultados sejam discutidos com diferentes atores da sociedade para avançarmos nas discussões do manejo e da gestão desse ambiente. (AU)