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Análise da microbiota intestinal de mulheres com e sem diabetes gestacional e de seus descendentes no início da vida

Processo: 18/14795-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2018 - 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Bianca de Almeida Pititto
Beneficiário:Bianca de Almeida Pititto
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Carla Taddei de Castro Neves ; Gabriel da Rocha Fernandes ; Isis Tande da Silva ; Rosiane Mattar ; Sandra Roberta Gouvea Ferreira Vivolo
Assunto(s):Resistência à insulina  Microbioma gastrointestinal  Diabetes gestacional 

Resumo

Diabetes mellitus é um dos maiores desafios da saúde pública global e o conhecimento de fatores de risco e história natural pode ser essencial para estabelecer medidas de prevenção. DM gestacional (DMG), importante fator de risco para o DM tipo 2 (DM2) atinge 18% das gestações no Brasil e pode ter consequências também para os descendentes, conferindo risco de diabetes e obesidade no futuro. Ao lado do DMG, eventos precoces da vida, como baixo peso ao nascer, parto cesárea e aleitamento artificial têm sido associados com excesso de peso e DM2 no adulto. Evidências indicam papel da microbiota intestinal em desencadear inflamação subclínica e resistência à insulina, envolvidas na fisiopatogênese do DM2. Estudo sobre as mudanças no microbioma na gravidez e impacto na microbiota dos bebês pode contribuir para o entendimento do elo entre o metabolismo da mãe e do bebê que trazem repercussões na saúde futura. O objetivo principal deste estudo é comparar a composição da microbiota de mulheres que tiveram ou não DMG e de seus descendentes. Na prole, o potencial efeito de outros eventos precoces da vida, como peso parental, ganho de peso na gestação e aleitamento também serão avaliados. A amostra do estudo será de conveniência, proveniente de Ambulatórios da Escola Paulista de Medicina, UNIFESP e a avaliação da microbiota será em 100 gestantes, sendo 50 com e 50 sem DMG e seus bebês com 2 a 4 meses de vida. Em diferentes momentos do protocolo experimental, serão coletados dados em questionário padronizado, inquérito alimentar, avaliação bioquímica materna, fezes para análise da microbiota da gestante e do bebê. Análises de regressão múltipla serão empregadas para avaliar associações de interesse. Tem-se a expectativa de identificar diferenças na microbiota intestinal segundo a presença de DMG e de estabelecer associações com biomarcadores metabólicos. A presença de disbiose precocemente no ciclo da vida poderia gerar mecanismos predispondentes ao acúmulo de gordura corporal e morbidades relacionadas à resistência à insulina na vida adulta. (AU)