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O construtivismo semiótico-cultural em psicologia nos planos epistemológico, ontológico e ético

Processo: 18/13145-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2018 - 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Fundamentos e Medidas da Psicologia
Pesquisador responsável:Danilo Silva Guimarães
Beneficiário:Danilo Silva Guimarães
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Livia Mathias Simao
Assunto(s):Ética  Epistemologia  Psicologia cultural  Ontologia 

Resumo

O construtivismo semiótico-cultural em psicologia (CSC) emergiu como uma perspectiva meta-teórica voltada para a compreensão de processos de construção de significados com reflexões sobre o papel da experiência cultural humana na construção de conhecimentos. A ciência, mas também as artes, dentre outras esferas de ação simbólica humana, são entendidas como modos específicos de construção de sentidos emergidos a partir de experiências pessoais e culturalmente significativas (cf. Simão 2004, 2005; 2010; 2015a; Guimarães, 2017). Após quinze anos de produções acadêmicas no campo do CSC, o presente projeto de pesquisa visa explicitar posições da área nos planos epistemológico, ontológico e ético. A explicitação do posicionamento metateórico, na fronteira entre a psicologia e a filosofia, é essencial para a compreensão do significado de proposições teóricas emergentes, situando-as em relação aos conjuntos culturais de que fazem parte, bem como em relação ao projeto autocontraditório de constituição da psicologia como ciência independente. No plano epistemológico, serão exploradas as interfaces do CSC com as matrizes do pensamento psicológico (cf. Figueiredo, 1989/2009; 1992/2007), em que as teorias e sistemas psicológicos aparecem agrupados segundo princípios derivados de uma reflexão genealógica que identifica dispersões, desvios e tentativas de unificação que configuram a diversidade da psicologia contemporânea. No plano ontológico, o foco se volta para a relação hermenêutica que constitui as dimensões objetivo-instrumental e subjetivo-funcional das ações coordenadas entre as pessoas, numa relação de coautoria do mundo e do sentido das experiências (cf. Marková, 2003; Simão, 2015). No plano ético, a reflexão se dirige para a exigência de contínua abertura dos pesquisadores da área para entendimentos da experiência que excedem suas preconcepções, impactando na possibilidade de emergência de inovações teórico-metodológicas capazes de acolher, progressivamente, a diversidade cultural humana, sem reduzi-la a conceitos que homogeneízam a alteridade. (AU)

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