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Estudo da relação entre a proteína prion celular e íons metálicos sob estresse oxidativo

Processo: 18/14152-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2019 - 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Inorgânica
Pesquisador responsável:Giselle Cerchiaro
Beneficiário:Giselle Cerchiaro
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/22597-5 - Treinamento técnico em cultura celular, BP.TT
18/26838-4 - Manutenção e experimentação em cultura celular, BP.TT
Assunto(s):Zinco  Cobre  Espectrometria de massa por plasma acoplado indutivamente  Química bioinorgânica 

Resumo

Em sua conformação normal, a proteína príon celular (PrPC) exerce inúmeras funções celulares e cognitivas, dentre elas se destacam funções como sinalizadora e auxiliar na fixação da memória. É uma proteína ancorada na membrana plasmática de todas as células e altamente presente em células do tecido cerebral. Com todo conhecimento adquirido a respeito suas funções nos últimos 15 anos, ainda restam dúvidas sobre sua ação e principalmente sobre como se dá a interação molecular da PrPC com a proteção - ou ativação - de doenças neurodegenerativas. A PrPC também pode se ligar aos metais divalentes, em especial com até 5 íons cobre. Entretanto, os significados funcionais desta interação metal-proteína ainda não estão completamente claros. Tanto frentes que indicam a participação desses metais na conversão das isoformas da proteína príon e sua forma patogênica, quanto as que reportam a PrPC como responsável no processo de homeostase de metais, geram conflitos na literatura atual a respeito do real papel dos metais tanto nas doenças priônicas como em outras doenças neurodegenerativas. Estudar essa relação permite não só concluir o papel da PrPC no SNC mediado via Fe, Cu, Zn e/ou Mn, como inferir se o fenótipo observado em doenças priônicas é consequência de falhas na interação metal-PrPC. Esse é um dos pontos que motivam a execução deste trabalho, visando contribuir com o esclarecimento da participação desses metais em processos de neurodegeneração.Este projeto tem o objetivo de elucidar a participação da PrPC na internalização de metais durante episódios de estresse oxidativo e em neurodegeneração celular com indução. Para isso, células de astrócitos de camundongos serão utilizadas do tipo selvagem (WT) e nocaute para a PrPC (KO), e serão medidos os níveis dos metais cobre, ferro e zinco internalizados na presença e na ausência de estresse oxidativo e em neurodegeneração. Adicionalmente serão verificadas alterações na expressão e localização da enzima SOD1 nestas condições, além de proteínas envolvidas com a morte celular como as caspases, e suas relações com a PrPC. Com estes resultados será possível criar um claro elo de ligação entre a PrPC, a sua atuação nas vias de morte e o envolvimento molecular de metais de transição neste processo. (AU)