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EPICURE: avaliando as alterações epigenéticas no desenvolvimento de Schistosoma mansoni após o tratamento in vitro com soros de macacos auto-curados da esquistossomose

Processo: 18/15049-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2018 - 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Helmintologia de Parasitos
Convênio/Acordo: CNRS
Pesquisador responsável:Sergio Verjovski Almeida
Beneficiário:Sergio Verjovski Almeida
Pesq. responsável no exterior: Christoph Grunau
Instituição no exterior: Interactions Hôtes Pathogènes Environnements (IHPE) , França
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/06366-2 - Avaliando os mecanismos de auto cura em macacos rhesus infectados com Schistosoma mansoni como uma nova base para uma vacina, AP.R
Assunto(s):Schistosoma mansoni  Imunoprecipitação da cromatina 

Resumo

A esquistossomose afeta milhões de pessoas, sendo considerada um problema de saúde pública global. A doença é causada por esquistossomas, hemoparasitas de ampla distribuição mundial. Hospedeiros vertebrados não-humanos são bons modelos para um melhor entendimento da dinâmica da esquistossomose. Pelo menos 21 espécies de mamíferos têm sido encontradas infectadas por esse parasita na África e América. Entre eles, macacos rhesus são hospedeiros não-usuais uma vez que são capazes de apresentar auto-cura a partir de uma infecção estabelecida e manifestam uma sólida imunidade após um desafio. É sabido da literatura que a perfusão de macacos rhesus infectados com S. mansoni, 18 semanas após a infecção, recupera vermes que se apresentam contraídos e pálidos, com alterações degenerativas no intestino e em órgãos reprodutivos, indicando que o desenvolvimento e a maturação de esquistossômulos para vermes adultos estava comprometida. Entretanto, pouco se sabe sobre como os macacos rhesus se curam da infecção por Schistosoma e sobre o efeito do soro de macacos rhesus auto-curados sobre o desenvolvimento e crescimento dos parasitas. Neste contexto, sabe-se que esquistossômulos de S. mansoni que foram cultivados in vitro com soro de macacos rhesus auto-curados apresentaram uma significativa redução (aproximadamente 50%) do seu crescimento. Por outro lado, sabe-se que modificações e reprogramação na estrutura da cromatina são essenciais para o desenvolvimento de Schistosoma. Entretanto, modificações na cromatina (e ultimamente nos programas de expressão gênica) causadas pelo soro de macacos rhesus auto-curados e relacionadas a essa redução no crescimento dos esquistossômulos são totalmente desconhecidas. Nossa proposta é avaliar as mudanças epigenéticas na estrutura da cromatina de esquistossômulos que podem ser responsáveis pela redução no seu crescimento após tratamento com o soro de macacos rhesus auto-curados. Especificamente, nós iremos adicionar soro de macacos rhesus auto-curados a culturas de esquistossômulos in vitro e fazer ChIP (imunoprecipitação da cromatina) seguida de qPCR (PCR quantitativo em tempo real) para avaliar as modificações da histona 3 na lisina 4 trimetilada (H3K4me3), lisina 9 acetilada (H3K9ac), lisina 9 trimetilada (H3K9me3) e lisina 27 trimetilada (H3K27me3) que tenham ocorrido nas regiões genômicas de um conjunto de genes selecionados, envolvidos no crescimento e metabolismo de esquistossômulos. Essas análises irão auxiliar no entendimento das bases moleculares do efeito do soro de macacos rhesus auto-curados sobre a estrutura da cromatina dos esquistossômulos e dos seus genes alvos. Essa informação pode fornecer alvos moleculares apropriados em Schistosoma, além de possíveis novos candidatos terapêuticos e vacinais contra a esquistossomose. (AU)

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