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Anticorpos e detecção molecular de Leishmania (Leishmania) infantum em amostras de saguis (Primates: Callitrichidae: Callithrix spp.) de vida livre em uma área de leishmaniose visceral no Sudeste do Brasil

Processo: 18/21984-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de janeiro de 2019 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Maria Rita Donalisio Cordeiro
Beneficiário:Maria Rita Donalisio Cordeiro
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Leishmania  Zoonoses  Reação em cadeia por polimerase (PCR) 

Resumo

A leishmaniose é uma doença transmitida por vetores decorrente da infecção por protozoários parasitas, que afeta mamíferos e envolve uma epidemiologia complexa. Embora os cães sejam considerados os principais reservatórios na leishmaniose visceral (LV) zoonótica, a possível presença de outras espécies de mamíferos atuando como reservatórios tem sido associada como uma possível causa de falta de sucesso no controle da LV humana em muitas áreas endêmicas. Ainda há pouco conhecimento sobre a infecção natural de algumas espécies animais, como primatas não humanos, especialmente aqueles do gênero Callithrix (saguis). Nós investigamos a infecção por Leishmania (Leishmania) infantum, o agente da LV nas Américas, em 26 saguis capturados mensalmente, de abril de 2014 a março de 2015, em uma área de proteção ambiental (APA) no Sudeste do Brasil. A APA sofreu modificações ambientais significativas e possui um foco de transmissão de LV canina desde 2009. A sorologia dos saguis foi realizada por meio do teste de aglutinação direta, o qual detectou baixos níveis de anticorpos em sete saguis (7/26; 26.9% CI 95% 9.9-44.0), sendo cinco C. penicillata (sagui-do-tufo-preto) e dois C. jacchus (sagui-do-tufo-branco). A presença de DNA de Leishmania foi investigada em amostras de sangue e pele por PCR e sequenciamento genético. Este é o primeiro relato da detecção de L. (L.) infantum na pele de um sagui, o que foi verificado na amostra de um C. penicillata. Os resultados demonstram a infecção natural de saguis por L. (L.) infantum e podem sugerir a participação desses animais como hospedeiros no ciclo de transmissão do parasita na APA. Entretanto, estudos mais abrangentes são necessários a fim de elucidar o papel desses animais na epidemiologia da LV nessa área, bem como em outras áreas endêmicas, especialmente quando se considera que esses primatas não humanos estão em crescente contato com o homem e animais domésticos, particularmente devido a mudanças ambientais. (AU)