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Eficiência de diferentes desinfetantes sobre biofilmes de Bacillus cereus S.S. formados em superfície de aço inoxidável em contato com leite

Processo: 18/24823-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de janeiro de 2019 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Inspeção de Produtos de Origem Animal
Pesquisador responsável:Ana Maria Centola Vidal
Beneficiário:Ana Maria Centola Vidal
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Assunto(s):Segurança alimentar  Ácido peracético 

Resumo

As espécies do grupo do Bacillus cereus possuem a habilidade de se aderir e formar biofilmes em superfícies sólidas, dentre as quais o aço inoxidável, amplamente utilizado pela industria de alimentos. Os biofilmes possibilitam a recontaminação persistente dos produtos durante o processamento, e o sistema "Clean In Place" (CIP) é bastante empregado pelas industrias na intenção de controlá-los. Neste sentido, objetivou-se avaliar a eficácia do ácido peracético e do hipoclorito de sódio contra biofilmes induzidos em superfícies de aço inoxidável. Foi selecionado um isolado oriundo do equipamento de ordenha, reconhecidamente produtor de biofilmes por análises genômicas e com potencial deteriorante e toxigênico, para a indução de biofilme em aço inoxidável do tipo AISI 304. Foram utilizados 30 litros (L) de leite tindalizado, 10 deles bombeado pela tubulação, pasteurizados e envasados. Do restante, 10L foram contaminados com células vegetativas, e os demais com esporos de B. cereus, consituindo três categorias. Estas foram submetidas a indução de biofilmes, e posteriormente ao mesmo processo de higienização, com solução alcalina e ácida, seguida do desinfetantes (ácido peracético e hipoclorito de sódio). A adesão dos microrganismos à superfície dos cupons alcançou 6,3 x 105 a 3,1 x 107UFC.cm-2. Os resultados demonstraram não haver diferença (p>0,05%) entre a adesão de superfícies nas 3 categorias estudadas, e também não houve diferença (p>0,05%) entre os dois desinfetantes utilizados. A eficácia dos desinfetantes pode ser mais relevante se associada aos danos de nível molecular nos micro-organismos e não somente a redução populacional, que invariavelmente, não ocorre plenamente. Entretanto, os danos celulares podem deixá-los mais vulneráveis após o tratamento. (AU)

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