Busca avançada
Ano de início
Entree

Excreção de patógenos nas fezes de bovinos F1 Angus x Nelore alimentados com grãos de destilaria no Brasil

Processo: 18/12278-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2019 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Inspeção de Produtos de Origem Animal
Pesquisador responsável:Roberto de Oliveira Roça
Beneficiário:Roberto de Oliveira Roça
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados:João Pessoa Araújo Junior ; Otávio Rodrigues Machado Neto
Assunto(s):Bos taurus indicus  Fezes  Contaminação  Escherichia coli Shiga toxigênica 

Resumo

A carne bovina é um dos principais alimentos envolvidos na ocorrência de doenças transmitidas por alimentos. Dentre os perigos biológicos, surtos causados por Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC) e Salmonella spp. resultam em prejuízos, tanto em aspectos de saúde pública, como por barreiras técnicas e comerciais e devoluções de mercadorias. Durante o abate bovino, a pele é a principal fonte de contaminação para a carcaça e sua contaminação está relacionada com o aumento da excreção dessas bactérias nas fezes. Inúmeros fatores de risco têm sido associados com o aumento dessa excreção, dentre eles fatores relacionados à dieta. Dietas com alta taxa fermentativa possuem maior metabolismo microbiano ruminal, o que faz com que ocorra diminuição na concentração de ácidos orgânicos voláteis (AOV) e o aumento do pH no intestino grosso, local de predileção para o crescimento e multiplicação de enterobactérias. Estudos nos Estados Unidos da América (EUA) demonstraram que bovinos alimentados com grãos de destilaria (Distillers Grains - DG), coproduto da fermentação de etanol de milho, apresentam maior excreção de patógenos nas fezes do que bovinos alimentados com dietas sem DG. Em vista do aumento da produção de etanol de milho no Brasil associado à procura por alternativas nutricionais sustentáveis na produção animal sem comprometer a saúde publica, o objetivo desse estudo é verificar a excreção de patógenos nas fezes de bovinos alimentados com diferentes níveis de grãos úmidos de destilaria (WDG). Amostras de fezes de 100 bovinos machos não castrados, 50% Angus e 50% Nelore, divididos aleatoriamente entre quatro dietas (N = 25) compostas por diferentes níveis de WDG (0%, 15%, 30% e 45% da matéria seca dietética) serão submetidas à quantificação e ocorrência de STEC e Salmonella spp. por meio da técnica qPCR e a analises físico-químicas para quantificação de AOV, ácido lático, pH, amido, proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN) e ácido (FDA). As análises estatísticas serão realizadas no software estatístico SAS 9.4 considerando um nível de significância de 5%. Resultados desse estudo poderão gerar subsídios técnico-científicos para recomendar o uso de grãos de destilaria na dieta de bovinos cruzados em confinamentos brasileiros sem afetar a inocuidade da carne bovina in natura.Palavras-chave: Bos indicus, contaminação, fezes, Salmonella spp., STEC, WDG (AU)