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Consolidação de coleções científicas de invertebrados marinhos: estratégias para conservação da biodiversidade

Processo: 18/10313-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Temático
Vigência: 01 de fevereiro de 2019 - 31 de janeiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Antonia Cecília Zacagnini Amaral
Beneficiário:Antonia Cecília Zacagnini Amaral
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisadores principais:Fosca Pedini Pereira Leite
Pesq. associados: Ana Christensen ; André Rinaldo Senna Garraffoni ; Camila Fernanda da Silva ; Claudia Maria Leite Assunção ; Clélia Márcia Cavalcanti da Rocha ; Fabrizio Marcondes Machado ; Filipe José Oliveira Costa ; Flávio Dias Passos ; Gonzalo Giribet ; João Miguel de Matos Nogueira ; Luciana Bolsoni Lourenço ; Michela Borges ; Orlemir Carrerette dos Santos ; Silvana Gomes Leite Siqueira ; Sónia Cristina da Silva Andrade ; Tatiana Menchini Steiner
Assunto(s):Biodiversidade  Invertebrados marinhos  Conservação da biodiversidade  Coleção e conservação de espécies biológicas  Grupos de animais 

Resumo

O Museu de Zoologia do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (ZUEC) conta com cerca de 400 mil exemplares de invertebrados marinhos, provenientes de grandes projetos que vêm sendo realizados no Brasil desde 1990. A grande maioria deste material, obtida com o auxílio financeiro de entidades de fomento à pesquisa, foi coletada em diferentes regiões do Brasil ainda não estudados. A raridade deste material também está nas profundidades amostradas, de até 3300m, em localidades que incluem grandes cânions da região sudeste do Brasil. No entanto, parte desse material ainda não está identificada e/ou necessita de um refinamento taxonômico para que possa ser traduzido em biodiversidade e disponibilizado à comunidade científica. O primeiro desafio, que é a obtenção de espécimes desses locais de difícil acesso, já está superado diante da grande quantidade de exemplares coletados. Outro desafio que se mostra evidente, frente à demanda de identificação destas coleções, são as limitações taxonômicas que se apresentam para os grupos propostos, ou seja, a falta de caracteres morfológicos e moleculares adequados para uma correta identificação das espécies. Alguns dos problemas apontados neste projeto estão relacionados com a presença de espécies pouco conhecidas e de complexos de espécies que necessitam de uma revisão. Assim, está previsto um estudo aprofundado de novos caracteres taxonômicos, tanto morfológicos como moleculares, que possibilitem a descrição da biodiversidade e propiciem bases sólidas para estudos filogenéticos propostos neste projeto e para outros que possam vir a ser realizados. Para superar este desafio, está sendo proposta a utilização de técnicas modernas de leitura morfológica e novos protocolos de extração de DNA para material biológico fixado com formalina, realidade comum de material proveniente de coletas de mar profundo. Diante do exposto, este projeto visa produzir um estudo integrado e atender à demanda das principais coleções de invertebrados marinhos macrofaunais depositadas no ZUEC: Bivalvia, Polychaeta, Crustacea e Echinodermata, e a composição de uma nova coleção de meiofaunais: Tardigrada. A complexidade em trabalhar com várias coleções que se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento e que possuem necessidades distintas demanda que este projeto seja estruturado de acordo com as especificidades de cada grupo taxonômico. As propostas de estudo dessas coleções serão desenvolvidas por pesquisadores especializados nos diferentes grupos de espécies, que estarão envolvidos diretamente na formação de recursos humanos para o desenvolvimento da taxonomia dos referidos grupos para o Brasil. O resultado mais abrangente será o refinamento taxonômico de cerca de 150 mil espécimes depositados no ZUEC, e o aprimoramento dos dados das referidas coleções, por meio da Rede SpeciesLink, em um banco de dados on-line, estrutura já em funcionamento no Museu. Desta forma, considerando o número desses exemplares que ainda aguardam por identificação, deverá ocorrer uma importante contribuição de novas espécies para a ciência, novos registros de ocorrência, assim como informações esclarecedoras para análises filogenéticas dos diferentes grupos. A identificação desses muitos lotes provenientes de diversas partes do Brasil, com certeza vão diminuir muitas lacunas sobre o conhecimento da biodiversidade brasileira e mundial, agregando também um maior valor científico à coleção. É neste contexto de imensas lacunas de conhecimento e grandes possibilidades que se insere a presente proposta. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DE MATOS NOGUEIRA, JOAO MIGUEL; RIBEIRO, WILLIAM M. G.; CARRERETTE, ORLEMIR; HUTCHINGS, PAT. Pectinariidae (Annelida, Terebelliformia) from off southeastern Brazil, southwestern Atlantic. Zootaxa, v. 4571, n. 4, p. 489-509, MAR 28 2019. Citações Web of Science: 0.

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