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Doença hepática gordurosa não alcoólica em diabéticos em seguimento em ambulatório de endocrinologia de hospital terciário

Processo: 18/17333-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2019 - 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Daniel Ferraz de Campos Mazo
Beneficiário:Daniel Ferraz de Campos Mazo
Instituição-sede: Hospital de Clínicas (HC). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Maria Cândida Ribeiro Parisi ; Maria Lucia Cardillo Corrêa Giannella ; Mauy Frujuello Mana
Assunto(s):Diabetes mellitus  Gastroenterologia  Polimorfismo genético  Hepatopatia gordurosa não alcoólica 

Resumo

Introdução: Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) representa a forma mais comum de doença hepática no mundo. Abrange um amplo espectro de alterações hepáticas, desde o acúmulo isolado de gordura no fígado (esteatose), até situações onde se soma infiltrado inflamatório lobular e balonização (esteato-hepatite, EHNA), com potencial para fibrose progressiva, cirrose e complicações. Está associada a outras condições clínicas como obesidade, doença cardiovascular e diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Dentre os preditores clínicos de EHNA, ganha destaque a presença de obesidade e diabetes, também associados com a presença de fibrose hepática, esta última uma forte preditora de morbimortalidade. A DHGNA apresenta fisiopatologia complexa e multifatorial, que inclui fatores genéticos do hospedeiro e fatores ambientais que interagem para produzir o fenótipo da doença e determinar sua progressão. Estudos recentes identificaram variantes no gene Patatin-like Phospholipase Domain Containing3 (PNPLA3) associadas com esteatose e progressão da DHGNA, porém dados nacionais em diabéticos são escassos. Estudos com variantes no gene de fator de crescimento de fibroblastos 21 (FGF-21) também estiveram associadas com DGHNA em chineses normoglicêmicos, mas seu papel em brasileiros diabéticos é desconhecido. Nos últimos anos foram desenvolvidos marcadores não invasivos de esteatose e fibrose, além de biomarcadores séricos como citoqueratina-18 e FGF-21, que podem auxiliar na detecção de DHGNA e sua gravidade, porém em nosso meio estudos com estas ferramentas são raros ou ausentes. Desta forma, o diagnóstico desta enfermidade hepática pode auxiliar no manejo dos pacientes diabéticos, com potencial consequência nos desfechos clínicos, tornando importante a avaliação da prevalência de DHGNA, sua gravidade e correlação com complicações do diabetes. Objetivos: 1- Avaliar a prevalência de DHGNA em coorte de pacientes diabéticos ambulatoriais e sua associação com variáveis demográficas, clínicas e laboratoriais; 2- Estadiar fibrose hepática nos pacientes com DHGNA através de marcadores não invasivos e correlacionar com as variáveis supracitadas; 3- Avaliar níveis séricos dos biomarcadores citoqueratina 18 (CK-18) e fator de crescimento de fibroblasto 21 (FGF-21) e suas associações com presença de DGHNA, fibrose hepática, variáveis demográficas, clínicas e laboratoriais; 4- Avaliar nesta população a associação das complicações crônicas do diabetes (micro e macrovasculares) com a presença de DHGNA e fibrose hepática avançada; 5- Avaliar os polimorfismos no gene PNPLA3 e FGF-21 nestes pacientes e sua associação com a presença de DHGNA e com variáveis demográficas, clínicas e laboratoriais. Métodos: Estudo prospectivo observacional que será realizado no Ambulatório de Diabetes da Disciplina de Endocrinologia e no Gastrocentro da Unicamp, em pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2. Serão avaliadas características demográficas, antropométricas, clínicas e laboratoriais. A esteatose hepática será avaliada por ultrassonografia de abdome e aplicação do escore de gordura hepática (FLI) e do índice hepático de esteatose (HSI). A avaliação não invasiva da fibrose será calculada pelos escores clínico-bioquímicos APRI, FIB4 e NAFLD FibrosisScore e pela elastografia hepática transitória por Fibroscan®. Serão avaliados os níveis séricos dos biomarcadores CK-18 e FGF-21. Polimorfismos do PNPLA3 (rs738409 c.444 C>G) serão obtidos por PCR em tempo real. Critérios de inclusão: 1-Adultos entre 18 e 75 anos; 2- Diagnóstico de DM2 em seguimento ambulatorial. Critérios de exclusão: 1- Outras hepatopatias crônicas não DGHNA; 2- Consumo significante de álcool; 3- Presença de medicamentos ou enfermidades concomitantes associadas à esteatosehepática; 3- Outros tipos de diabetes; 4- Pacientes que não assinaram termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Este trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Unicamp. (AU)