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Diminuição da função cardiopulmonar após a maratona: papel do óxido nítrico

Processo: 19/00236-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de março de 2019 - 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia do Esforço
Pesquisador responsável:Maria Fernanda Cury Boaventura
Beneficiário:Maria Fernanda Cury Boaventura
Instituição-sede: Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Medicina esportiva  Óxido nítrico  Exercício  Inflamação 

Resumo

Introdução: O exercício de endurance é capaz de induzir fadiga muscular, cardíaca e respiratória, evidenciada por alterações cardíacas morfofuncionais, liberação de biomarcadores de lesão miocárdica e redução da ventilação voluntária máxima e consumo de oxigênio (VO2) no pico do esforço. Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar se os maratonistas apresentam fadiga cardíaca após a maratona e correlacionar com os níveis pulmonares de óxido nítrico exalado (eNO) e inflamação pulmonar. Métodos: 31 maratonistas do sexo masculino, com idade de 39 ± 9 anos, foram avaliados pelo teste cardiopulmonar três semanas antes e entre três e 15 dias após a maratona; A análise e a espirometria do eNO foram avaliadas antes, imediatamente após, 24 e 72 horas após a maratona, e a celularidade do escarro e o nível de citocinas foram avaliados antes e após a maratona. Resultados: Maratona induziu um aumento na porcentagem de macrófagos, neutrófilos (de 0,65% para 4,28% e 6,79% para 14,11%, respectivamente) e células epiteliais e uma diminuição nas citocinas no escarro induzido, seguido por um aumento na concentração de eNO (20 ± 11 a 35 ± 19 ppb), que apresentou redução significativa 24 e 72 horas após a maratona (9 ± 12 e 12 ± 9 ppb, p <0,05). Observou-se diminuição dos parâmetros espirométricos em todos os momentos avaliados após a maratona (p <0,05) e na capacidade cardiopulmonar, evidenciada pela redução do VO2 e dos picos de ventilação (57 ± 6 a 55 ± 6 mL.min -1.kg-1 e 134 ± 19 a 132 ± 18 Lpm, respectivamente, p <0,05). Finalmente, observamos uma correlação negativa entre a diminuição do volume expiratório forçado e a diminuição do eNO 24 e 72 horas após a maratona (r = -0,4, p = 0,05). Conclusão: A redução na biodisponibilidade do NOe após a maratona evita a redução da capacidade cardiopulmonar induzida pelo padrão inflamatório agudo após a maratona. (AU)