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Utilidade de painéis complementares de sequenciamento de próxima geração e imunohistoquímica quantitativa para prever metástases cerebrais e selecionar tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células

Processo: 18/24608-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de março de 2019 - 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Vera Luiza Capelozzi
Beneficiário:Vera Luiza Capelozzi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imuno-histoquímica  Sobrevida  Morfometria  Neoplasias pulmonares  Tratamento 

Resumo

Para demonstrar a utilidade do sequenciamento complementar de próxima geração (NGS) eimunohistoquímica (IHQ) quantitativa, foram analisados 196 pacientes com câncer de pulmão não-pequenas células ressecados cirúrgicamente e tratados com quimioterapia adjuvante. Amostras fixadas em formalina e embebidas em parafina de adenocarcinoma (ADC), carcinoma de células escamosas e carcinoma de grandes células foram usados para preparar microarranjos teciduais (TMA)e foram examinados por análise de imagem para determinação da imunoexpressão de proteínas e NGS para oncogenes, proto-oncogenes, genes de supressores tumorais, checkpoints imunológicos, fatores de transição epitélio-mesenquimal, receptores de tirosina quinase e fatores de crescimento endotelial vascular. Em pacientes com metástases cerebrais, tumores primáriosexpressaram menores níveis de proteína PIK3CA. A hiperexpressão de p53 e proteína PD-L1 foram detectados em pacientes submetidos a tratamento cirúrgico seguido de quimioterapia em comparação com aqueles submetidos somente a tratamento cirúrgico. A ausência de metástases cerebrais foi associada a wild expressão dos genes EGFR, CD267, CTLA-4 e ZEB1. A concordância entre hiperexpressão de proteínas e mutação foi baixa, exceto para p53 e fator de crescimento endotelial vascular. Nossos dados sugerem que os níveis de proteína detectadospela IHC pode ser uma ferramenta complementar útil quando as mutações não são detectadas pelo NGS e também sugerem expandir essa abordagem além do ADC para incluir o carcinoma de células escamosas e carcinoma de células grandes, particularmente para pacientes com características clínicas incomuns. Por outro lado, caracteristicas imunogenotípicas podem prever o comportamento clínico dos tumores após análises univariada e multivariadas. Pacientes ADC sólido e genes mutados EGFR, CTLA4, PDCD1LG2 ou ZEB1 complementados com menor expressão de PD-L1 ou proteína p53, submetidos apenas a tratamento cirúrgico que desenvolvem metástases cerebrais podem ter o pior prognóstico. (AU)