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Cinema, estética, política e dimensões da memória

Processo: 18/24920-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de fevereiro de 2019 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Mariana Martins Villaça
Beneficiário:Mariana Martins Villaça
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Análise de filmes  História do cinema 

Resumo

Cinema: estética, política e dimensões da memória reúne trabalhos inéditos de doze professores-pesquisadores, muitos deles autores referenciais nos estudos de história e cinema como Charles Musser (Yale University), um dos maiores especialistas na história do "primeiro cinema"; Sylvie Rollet, coordenadora, na Sorbonne- Paris III, do programa "Mémoires, archives et création"; Mariano Mestman (Universidade de Buenos Aires), especialista em cinema latino-americano dos anos 1960/70. A obra discute três grandes tendências temáticas que estão em pauta na contemporaneidade: as dimensões históricas do cinema documentário, as fronteiras transitórias entre o cinema e as artes e as representações cinematográficas dos regimes militares. Os capítulos trazem a significação social do cinema e de sua experiência num conjunto complexo de práticas culturais, geralmente além da delimitação exclusiva do campo cinematográfico. Estão em foco: o documentarista húngaro Sergei Loznitsa, as políticas da memória do documentário equatoriano, o foto-documentário argentino da Escola de Santa Fé e os antecedentes diretos do documentário na prática da conferência ilustrada. Da mesma forma, os autores analisam os intercâmbios entre o cinema e as demais formas artísticas e midiáticas nas adaptações teatrais e literárias, seja na obra de Jean Cordelier/Jean Giraudoux, no filme O banheiro do papa (2007) de César Charlone e Enrique Fernández, ou no projeto intermidiático do Ébrio de Gilda de Abreu. O contexto repressivo latino-americano é o tema central dos documentários realizados no início de período de transição política na Argentina; marca a maneira pela qual Miguel Littin representa o fim do governo Allende; e das estratégias de montagem e de diluição das fronteiras entre realidade e ficção em Sérgio Muniz.O conjunto dos textos traduz os intercâmbios acadêmicos e as discussões que perfazem o objetivo do grupo CNPq "História e Audiovisual: circularidades e formas de comunicação" (USP), existente desde 2005, ao propor caminhos metodológicos para a abordagem do cinema sob perspectivas históricas. Buscou-se estabelecer diálogos entre textos de membros desse grupo de pesquisa atuantes em distintas instituições brasileiras e pesquisadores dos Estados Unidos, França, Argentina e Equador com o objetivo de ampliar perspectivas metodológicas relativas às aproximações entre cinema e história. No caso dos autores brasileiros, quatro atuam em São Paulo; e uma das que atuam em outro estado (Carolina A. de Aguiar) publica um texto relacionado a um pós-doutorado financiado pela Fapesp.A relação entre cinema e história, apesar de surgir concomitante ao próprio cinema no final do século XIX, tornou-se um tema mais frequente na academia a partir dos anos 1970, com os estudos de Marc Ferro. As críticas dirigidas posteriormente à sua obra deram continuidade ao desenvolvimento desse campo, cujas balizas metodológicas foram ditadas por nomes como Pierre Sorlin, Christian Delage, Sylvie Lindeperg, Ismail Xavier, Eduardo Morettin, entre outros. Todos esses autores consideram a análise fílmica o elemento chave para aceder às questões políticas, sociais e culturais das sociedades. Se há certas premissas que definem esse campo de estudo, cada objeto, porém, exige o desenvolvimento de metodologias que deem conta de suas características próprias. Neste livro, tratamos de apresentar várias dessas metodologias, sem abdicar de um princípio comum: a importância da conjugação de crítica documental, análise estética e problematização de questões políticas e ideológica. Tomando o objeto fílmico como fonte de conhecimento histórico, os trabalhos abordam regimes de representação do tempo presente ou do passado, seja no cinema de ficção ou no documentário, sempre com atenção contínua à especificidade do cinema e às fontes documentais. (AU)

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