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Vesículas Extracelulares liberadas por Leishmania (Leishmania) amazonensis promovem a progressão da doença e induzem a produção de diferentes citocinas em macrófagos e células B-1

Resumo

As vesículas extracelulares (EVs) liberadas por Leishmania podem contribuir para o estabelecimento da infecção e imunomodulação do hospedeiro. Neste estudo, caracterizamos as EVs liberadas por promastigotas de Leishmania (Leishmania) amazonensis, uma das espécies causadoras da leishmaniose cutânea. O papel das EVs do parasita na modulação da resposta de macrófagos derivados da medula óssea (BMDMs) e células B-1 peritoneais também foi avaliado. Promastigotas de Leishmania amazonensis cultivadas in vitro em diferentes tempos e temperaturas liberaram espontaneamente EVs que foram purificadas por cromatografia de exclusão por tamanho (SEC). A quantificação das partículas foi realizada por análise de rastreamento de nanopartículas (NTA) e revelou que o tamanho médio das EVs era de aproximadamente 180 nm, com concentrações variando de 1,8x10Æ8 a 2,4x10Æ9 vesículas/mL. Além disso, a presença de LPG e GP63 (dois importantes fatores de virulência de Leishmania) foi detectada em EVs obtidas nas diferentes temperaturas. BMDMs virgens estimulados com EVs exibiram aumento da expressão de IL-10 e IL-6. No entanto, a incubação de células B-1 com EVs do parasita não estimulou a expressão de IL-10, mas levou a aumento na expressão de IL-6 e TNFa. Após 7 semanas de infecção, os animais infectados com promastigotas de L. amazonensis na presença de EVs apresentaram carga parasitária significativamente maior e polarização para resposta Th2, em comparação com o grupo infectado apenas com o parasita. Este trabalho demonstrou que EVs isolados de promastigotas de L. amazonensis foram capazes de estimular macrófagos e células B-1 a expressarem diferentes tipos de citocinas. Além disso, as propriedades imunomoduladoras das EVs provavelmente contribuíram para o aumento da carga parasitária em camundongos. Estes achados sugerem que a funcionalidade das EVs de L. amazonensis no sistema imune favorece a sobrevivência do parasita e a progressão da doença. (AU)