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O papel antioxidante do exercício físico aeróbio em modelos experimentais de inflamação alérgica crônica e infecção pulmonar por Streptococcus pneumoniae

Processo: 18/19966-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2019 - 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Clarice Rosa Olivo
Beneficiário:Clarice Rosa Olivo
Instituição-sede: Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão. Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Beatriz Mangueira Saraiva ; Carla Máximo Prado ; Iolanda de Fátima Lopes Calvo Tibério ; Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale ; Viviani Barnabé
Assunto(s):Pneumonia  Exercício físico  Estresse oxidativo 

Resumo

Objeto de vários estudos experimentais e clínicos, o exercício físico aeróbio continuo tem ganhado destaque devido ao importante papel no combate e/ou tratamento de algumas doenças crônicas. Muito embora já existam alguns trabalhos sugerindo que ele possa ter um papel antiinflamatório, especialmente nas afecções pulmonares, os mecanismos pelos quais isso acontece ainda não estão totalmente esclarecidos e muitas pessoas ainda relutam em realizá-los. Ao mesmo tempo, sabe-se que o Nrf2 (fator nuclear eritróide 2 relacionado ao fator 2), um fator de transcrição com um importante papel na regulação da defesa antioxidante do hospedeiro, já foi apontado como um dos possíveis mecanismos de defesa em modelos de infecção por S. pneumonia e asma, além de parece estar envolvido nos mecanismos antiinflamatórios do exercício físico aeróbio. Resumidamente, em condições basais o Nrf2 está ligado com a proteína repressora KEAP1 (kelch-like ECH-associated protein 1) no citoplasma das células, promovendo a sua ubiquitinação e degradação. Na presença de espécies reativas de oxigênio (ROS), a KEAP1 é inativada, liberando o Nrf2 para translocar-se para o núcleo e ativar genes codificantes de proteínas antioxidantes, como superóxido desmutase (SOD) e glutationa peroxidase (GSH). Além disso, o Nrf2 parece inibir a expressão de mediadores pró-inflamatórios por meio da regulação de enzimas anti-inflamatórias como a heme oxigenasse-1 (HO-1). Ao mesmo tempo, as ROS podem ativar a cascata do Nf-kB que tem um papel central na regulação de genes que codificam citocinas pro-inflamatórias, moléculas de adesão e enzima óxido nítrico sintase induzível, entre outras. Nossa hipótese é de que tanto o exercício físico aeróbio regular contínuo como intervalado de alta intensidade, ative a cascata Nrf2, por conseguinte aumentando as defesas antiooxidantes do hospedeiro, criando um ambiente antiinflamatório, ao mesmo tempo que diminui a ativação da cascata proinflamatória do Nf-kB, tanto em um modelo experimental de inflamação alérgica crônica como de infecção pulmonar por Streptococcus pneumoniae (S. pneumoniae). Assim sendo, nosso objetivo é avaliar o papel do exercício físico aeróbio na defesa antioxidante em modelos experimentais de inflamação alérgica crônica e infecção pulmonar por S. pneumoniae. Para o projeto de inflamação alérgica crônica serão utilizados camundongos BALB/C sensibilizados a ovalbumina e submetidos a um protocolo de exercício físico aeróbio contínuo. Para o protocolo de infecção por S. pneumoniae, os animais (camundongos BALB/C) serão, primeiramente, submetidos ao protocolo de exercício físico aeróbio contínuo para, em seguida, serem desafiados com essa bactéria. Será avaliada a resposta anti-inflamatória antioxidante através de medidas de mecânica pulmonar, lavado broncoalveolar, imunohistoquímica, imunoensaio por ELISA, Western bloting e expressão gênica. (AU)