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Papel do fator de necrose tumoral alfa (TNF-a) endógeno no potencial osteogênico de células-tronco mesenquimais derivadas de tecido adiposo

Processo: 18/04655-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2019 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Cirurgia Buco-maxilo-facial
Pesquisador responsável:Emanuela Prado Ferraz
Beneficiário:Emanuela Prado Ferraz
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Marcia Martins Marques ; Márcio Mateus Beloti ; Maria Cristina Zindel Deboni
Assunto(s):Fator de necrose tumoral alfa  Cirurgia  Tecido adiposo  Osteoblastos  Regeneração óssea  Terapia baseada em transplante de células e tecidos  Células-tronco mesenquimais 

Resumo

A terapia celular tem sido proposta como uma estratégia para o tratamento de defeitos ósseos, constituindo uma abordagem de interesse para a Odontologia e a Medicina. Dentre os diferentes tipos celulares que podem ser empregados, as células-tronco mesenquimais derivadas do tecido adiposo (CTM-TA) surgem como uma alternativa pela sua facilidade de obtenção associada à menor morbidade, comparadas às células derivadas da medula óssea (CTM-MO). Contudo, às CTM-TA têm sido atribuído menor potencial osteogênico. Resultados prévios evidenciaram a diminuição da diferenciação osteoblástica induzida pelo fator de necrose tumoral alfa (TNF-) liberado por adipócitos. Assim, nossa hipótese é que o TNF- produzido e liberado pelas CTM-TA tenha efeito inibitório na diferenciação osteoblástica destas células. Nesse contexto, o objetivo do presente projeto é investigar o papel do TNF- endógeno no potencial osteogênico das CTM-TA. Ratos Wistar serão utilizados para obtenção de CTM-TA, que serão avaliadas quanto a expressão temporal gênica e proteica de TNF- e seus receptores TNFR1A e TNFR1B. Em seguida, as CTM-TA serão transfectadas com clones de shRNA para os receptores isoladamente ou associados e avaliadas com relação à diferenciação osteoblástica por: 1) expressão dos genes fosfatase alcalina (ALP), RUNX2, osteopontina (OPN) e osteocalcina (OC); 2) atividade de ALP e 3) produção de matriz extracelular mineralizada. Como parâmetro para a diferenciação osteoblástica, serão utilizadas CTMs-MO obtidas dos mesmos animais. Para avaliar o efeito do silenciamento de TNF-± no reparo ósseo, as CTM-TA silenciadas que apresentarem resultados mais evidentes em termos de diferenciação osteoblástica, serão injetadas em defeitos ósseos criados em calvárias de ratos e o reparo avaliado após 4 semanas por meio de microtomografia computadorizada e análise histológica. Os resultados desse estudo podem contribuir para o entendimento dos mecanismos intracelulares envolvidos na diferenciação e atividade de células osteoblásticas derivadas de CTM-TA, e contribuir na aplicação e o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento envolvendo terapia celular na regeneração óssea. (AU)

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