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Aspectos respiratórios, vocais e laríngeos associados à terapia vocal em indivíduos com Doença de Parkinson: estudo clínico

Processo: 18/19761-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2019 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Kelly Cristina Alves Silverio
Beneficiário:Kelly Cristina Alves Silverio
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Pesq. associados:Alcione Ghedini Brasolotto ; Fabio Augusto Barbieri ; Giédre Berretin-Felix ; Michelle Troche
Bolsa(s) vinculada(s):19/08901-3 - Aspectos respiratórios, vocais e laríngeos associados à terapia vocal em indivíduos com Doença de Parkinson: estudo clínico, BP.TT
Assunto(s):Tosse  Testes respiratórios  Doença de Parkinson  Respiração  Voz  Tratamento 

Resumo

Introdução: Os distúrbios vocais presentes na Doença de Parkinson caracterizam-se por voz monótona, devido às restrições na modulação de frequência e de intensidade vocal. A redução da intensidade vocal é acompanhada da falta de modulação da fala, voz soprosa e/ou rouca. Há presença de articulação imprecisa, movimentação reduzida dos músculos torácicos e abdominais associada à rigidez e redução dos movimentos da laringe, sendo essas características classificadas como disartria hipocinética. A disfagia orofaríngea ocorre em, aproximadamente, 50 a 80% dos indivíduos e pode causar desnutrição e pneumonia aspirativa, trazendo riscos para a saúde e longevidade. Objetivo: investigar a efetividade do treino respiratório e da terapia vocal com método de fonação em tubos nos aspectos de respiração, voz, laringe e deglutição, em indivíduos com Doença de Parkinson. Como desfechos serão investigados: sintomas vocais/laríngeos, qualidade vocal, medidas acústicas, intensidade vocal, medidas de eletroglotografia laríngea; deglutição, função e medidas pulmonares, fluxo aéreo da tosse voluntária e qualidade de vida em voz. Metodologia: Estudo clínico, comparativo intrassujeitos e prospectivo. Após aplicados os critérios de inclusão e exclusão, assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Conselho Nacional de Saúde - Resolução 466/12 - realizada após submissão e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa), os participantes formarão os grupos: Grupo Experimental (GE) e Controle (GC). O GE, formado por 25 indivíduos com Doença de Parkinson, entre 50 e 85 anos de idade, ambos os sexos, receberá intervenção fonoaudiológica, por meio de terapia vocal com tubos de ressonância e por treino respiratório. O GC será um grupo controle do tipo Sham, no qual os mesmos participantes realizarão todos os procedimentos de avaliação, menos o experimento da pesquisa; será composto por 25 indivíduos com Doença de Parkinson do GE. Todos serão convidados a responder um questionário, protocolo de sintomas vocais e laríngeos e protocolo de qualidade de vida em voz. Em seguida, realizarão avaliação laríngea, eletroglotografia, avaliação de deglutição, gravação vocal, avaliação respiratória, cardirespiratória e de tosse. Todas as avaliações serão realizadas nos momentos: Avaliação 1 - avaliação inicial; Avaliação 2 - avaliação após quatro semanas, sem tratamento; Avaliação 3 - avaliação após terapia vocal com tubos de ressonância; Avaliação 4 - avaliação após quatro semanas, sem tratamento; Avaliação 5 - avaliação após treinamento respiratório; Avaliação 6 - avaliação após quatro semanas, sem tratamento. Todos os indivíduos passarão por intervenção fonoaudiológica - terapia vocal e treinamento respiratório. As sessões de tratamento serão individuais, com duração de 30 a 45 minutos, duas vezes por semana, totalizando oito sessões, realizadas pela mesma terapeuta. Para a terapia vocal, o material utilizado em todas as sessões de terapia será: um tubo Finlandês - tubo de vidro com 27cm de comprimento e 9mm de diâmetro; recipiente de plástico transparente, com água até a altura de 10 cm. Serão realizados exercícios vocais com sopro sonorizado, com variações de frequência e intensidade. Para o treino respiratório será utilizado o dispositivo EMST 150TM. A partir dos valores obtidos na captação da pressão Expiratória Máxima, será calculada a média dos três valores e em seguida, extraído o valor de 75% da média obtida. Este valor é determinado para iniciar o trabalho com o dispositivo EMST 150TM para o treinamento da Força Muscular Expiratória. Cada participante deverá cumprir cinco vezes o exercício (soprar com força até ouvir o sinal do dispositivo), realizando cinco séries na sessão, com intervalo de 30 segundos a cada sopro (25 repetições por dia). Os dados serão analisados comparando-se os momentos antes e após as intervenções propostas e os grupos de tratamento, por meio de testes estatísticos. (AU)

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