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Bagaço de cana-de-açúcar carbonizado como filtro ecológico para clareamento de efluentes de estação de tratamento de esgoto (ETE)

Processo: 18/24855-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2019 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Sérgio Bispo Ramos
Beneficiário:Sérgio Bispo Ramos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas. Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Dracena. Dracena , SP, Brasil
Pesq. associados:Gustavo Do Valle Polycarpo ; Paulo Alexandre Monteiro de Figueiredo ; Vitor Corrêa de Mattos Barretto
Assunto(s):Eutrofização  Coliformes  Água 

Resumo

O Brasil concentra em seu território mais de 20% da biodiversidade e 12% da água doce mundial, fazendo dele uma referência para o restante das nações. Entretanto, mais da metade dos municípios brasileiros não possui sistemas de tratamentos adequados de esgoto sanitários, devolvendo os efluentes contaminados aos corpos receptores, promovendo assim a propagação de doenças de veiculação hídrica e a degradação ambiental. Uma das formas de desinfecção desses efluentes e que não ocasiona a formação de complexos deletérios à saúde humana e ambiental é a da tecnologia ultravioleta com excelente ação germicida. Contudo, sua eficiência fica comprometida na presença de altas concentrações de materiais orgânicos e sólidos suspensos totais (SST) e esse problema pode ser evitado com o uso de filtros ecológicos. O presente trabalho tem como objetivo avaliar os efeitos da utilização do bagaço de cana-de-açúcar carbonizado como material ecológico filtrante de efluentes de estação de tratamento de esgoto (ETE), indicando alturas e pressão exercida nos módulos de filtragem. Serão instalados três experimentos na ETE do Bairro das Antas, em Dracena (SP), área contígua à FCAT/UNESP e todos terão delineamento em blocos casualizados com seis tratamentos e quatro repetições. Experimento I identificará a altura dos módulos a serem usados no sistema de filtragem: 0; 0,10; 0,20; 0,30; 0,40 e 0,50 m. O Experimento II estudará a pressão a ser exercida nos módulos com o filtro e serão usados como tratamentos 0,000; 0,029; 0,057; 0,114; 0,171 e 0,228 Kgf cm-2, que corresponde respectivamente a 0,00; 5,00; 10,00; 20,00; 30,00 e 40,00 Kgf pela área do tubo de PVC, sobre o bagaço carbonizado. O Experimento III avaliará o número de módulos a serem utilizados no sistema de filtragem com o bagaço de cana, aplicando-se os tratamentos 0; 1; 2; 3; 4 e 5 módulos, com a altura e pressão identificados nos Experimentos I e II, respectivamente. As variáveis avaliadas diariamente serão turbidez, DBO, cor, pH, ferro, nitrato, nitrito N-amoniacal, fósforo, sulfato e zinco. Os resultados serão submetidos à análise de variância pelo Teste F e estudos de regressão e correlação (P<0,05). (AU)