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Corpo, gênero e tecnociências: as "células-tronco" do sangue menstrual

Processo: 18/21651-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2019 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Teoria Antropológica
Pesquisador responsável:Daniela Tonelli Manica
Beneficiário:Daniela Tonelli Manica
Instituição-sede: Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (NUDECRI). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Germana Fernandes Barata ; Karina Dutra Asensi ; Marko Synésio Alves Monteiro ; Regina Coeli dos Santos Goldenberg ; Simone Pallone de Figueiredo
Assunto(s):Corpo  Gênero 

Resumo

Essa pesquisa tem como objetivo geral pensar diferentes agenciamentos de fluidos e substâncias corporais, em especial o sangue menstrual. Partindo de uma discussão sobre as formas como corpos e narrativas estão inseridos no universo das tecnociências contemporâneas, esta pesquisa indaga sobre os agenciamentos, as "multiplas ontologias" do sangue menstrual. Neste recorte, trata-se de pensar o sangue menstrual como substrato para a produção de células em laboratório, com a finalidade de produzir pesquisas científicas, e eventualmente terapêuticas nas áreas de medicina regenerativa, terapia celular e bioengenharia. No Laboratorio de Cardiologia Celular e Molecular (LCCM) do Instituto de Biofisica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se realizam as pesquisas, espera-se que o sangue menstrual se converta nas "CeSaM" - "celulas-tronco/estromais mesenquimais derivadas do sangue menstrual". A proposta desta pesquisa tem sido colocar em evidencia, a partir de um trabalho de cunho socioantropologico, essas narrativas - inclusive visuais - sobre a vida celular das CeSaM, e suas potencias. O projeto se engaja numa proposta de abordar etnograficamente a ciência "em ação", com um enfoque politicamente situado. Propomos uma "simpoiese" com as CeSaM, o que envolve acompanhar a vida dessas células dentro e fora do laboratório, e fazer isso "com" as pesquisadoras que cultivam essas células em suas vidas profissionais. Pretende-se também analisar a divulgação e repercussão de artigos científicos nacionais e internacionais sobre as CeSaM nas redes sociais e notícias de jornais através de uso de indicadores alternativos, a chamada altmetria, assim como avaliar a forma como a temática dessas pesquisas tende a (e pode) ser divulgada pelos comunicadores de ciência. Espera-se que essa abordagem etnográfica coletivamente constituída permita contribuir criticamente, e criativamente, para a discussao e a divulgacao desse tipo de tecnociencia brasileira contemporanea. (AU)