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Avaliação da associação de extratos de frutos de Pterodon Pubescens Benth., Arrabidaea chica Verlot e Bixa Orellana nas atividades cicatrizantes, antinociceptiva e anti-inflamatória

Processo: 18/20252-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2019 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise e Controle de Medicamentos
Pesquisador responsável:Mary Ann Foglio
Beneficiário:Mary Ann Foglio
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Lúcia Tasca Gois Ruiz ; Giovanna Barbarini Longato ; João Ernesto de Carvalho ; Paulo Roberto Nogueira Carvalho
Bolsa(s) vinculada(s):19/07368-0 - avaliação da associação de extratos de frutos de Pterodon Pubescens Benth, Arrabidaea chica Verlot e Bixa Orellana nas atividades cicatrizantes, antiproliferativas, antinociceptivas e anti-inflamatórias, BP.TT
Assunto(s):Bixa orellana  Inflamação  Nociceptividade  Cicatrização 

Resumo

A inflamação é uma resposta imune complexa relacionada ao dano tecidual e/ou celular causada por estímulos químicos, físicos, imunológicos ou microbianos e possui como objetivo levar a resolução do dano tecidual. A inflamação é geralmente regulada por uma cascata de interações moleculares e reações bioquímicas responsáveis por propagar e amadurecer a resposta inflamatória e envolve o sistema vascular local, o sistema imunológico e vários tipos de células. A dor aparece devido aos efeitos diretos de mediadores resultantes tanto do dano inicial quanto da resposta inflamatória. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) representam um grupo de mais de 20 drogas que desfrutam de ampla aplicação clínica e apresentam compostos com estruturas químicas heterogêneas que demonstram eficácia para o tratamento da dor e inflamação. O uso indiscriminado e contínuo de AINEs pode levar a efeitos adversos que incluem distúrbios gastrointestinais, úlceras gástricas, toxicidade renal, problemas cardiovasculares e no sistema nervoso central. A descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos continuam a ser um desafio e apesar dos principais avanços no conhecimento dos mecanismos moleculares envolvidos na dor e inflamação, as terapias atuais são usualmente insuficientes por possuírem efeitos colaterais severos ou eficácia limitada. A utilização de fitocomplexos pode ser uma alternativa para o tratamento de doenças inflamatórias crônicas. As espécies Arrabidaea chica verlot, Bixa orellena e Pterodon pubescens Benth. são popularmente utilizadas no tratamento de diversas doenças inflamatórias. A descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos continuam a ser um desafio, com custos elevados em pesquisa e desenvolvimento. Apesar dos principais avanços no conhecimento dos mecanismos moleculares envolvidos no tratamento de câncer, dor e inflamação, as terapias atuais são usualmente insuficientes por possuírem efeitos colaterais severos ou eficácia limitada. Por esta razão, a identificação dos mecanismos de ação, a busca por novas moléculas que sejam eficazes aliados a menos efeitos adversos, torna-se extremamente necessária para as possíveis aplicações. Nosso grupo de pesquisas vem trabalhando nessa área desde 1987. Entre as espécies estudadas a Pterodon pubescens Benth tem demonstrado excelente potencial no controle da proliferação celular, nocicepção e inflamação. Enquanto a Arrabidaea chica Verlot apresenta capacidade de proliferação de fibroblastos que possibilitou o desenvolvimento de produto para a recuperação de pacientes em tratamento de câncer que desenvolvem mucosite. A Bixa orellana é de grande importância nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética, devido à produção de pigmentos, comumente empregados para colorir medicamentos e outros produtos farmacêuticos. Nessa espécie foi identificado um total de 73 componentes sendo o geranilgeraniol um dos compostos majoritários. Estudos demonstraram que o geranilgeraniol é responsável por reverter parcialmente os efeitos tóxicos do ácido zoledrônico, nos fibroblastos gengivais humanos, sugerindo que a regulação desses genes é realizada pela via do mevalonato, podendo, dessa forma, ser utilizado como estratégia terapêutica para osteonecrose dos maxilares induzida por bisfosfonatos (OMIB). A partir dos resíduos de produção do corante da Bixella orellana, estudaremos o potencial farmacológico desses insumos isoladamente e em associações com Pterodon pubescens Benth e Arrabidaea chica verlot avaliando a resposta dessas associações nos modelos experimentais propostos. Desta forma, os resultados obtidos permitirão o desenvolvimento de novos medicamentos, oriundo de fontes ecologicamente sustentáveis. (AU)