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Inclusão de óleo de girassol na dieta de vacas leiteiras melhora composição nutricional do leite

Processo: 19/03704-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de abril de 2019 - 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Pesquisador responsável:Arlindo Saran Netto
Beneficiário:Arlindo Saran Netto
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Assunto(s):Antioxidantes  Leite  Nutrição 

Resumo

O objetivo do presente trabalho foi avaliar a suplementação de bovinos leiteiros com óleo de girassol, selênio e vitamina E com base no perfil de ácidos graxos e estabilidade oxidativa da gordura do leite, além da aceitabilidade do produto pelos consumidores. Para tal, 32 vacas da raça Jersey em início de lactação foram distribuídas aleatoriamente entre os seguintes tratamentos: C) controle; O) dieta com inclusão de 4% de óleo de girassol em relação à MS da dieta total; SE) dieta com inclusão de 3.000 UI de vitamina E/d + 3,5 mg de selênio/kg de MS; OSE) dieta com inclusão de 4% de óleo de girassol em relação à MS da dieta total + 3.000 UI de vitamina E/d + 3,5 mg de selênio/kg de MS. Foram realizadas análises do perfil de ácidos graxos, TBARS e índice de peróxidos. Para caracterização sensorial do produto final, foram empregados os testes de aceitabilidade e diferença do controle. Os tratamentos dietéticos não influenciaram o desempenho produtivo e a composição do leite (P>0,05). Os animais suplementados com óleo de girassol produziram leite com elevado teor de ácido vacênico (P<0,0001) e ácido esteárico (P<0,05). O leite dos animais que receberam óleo de girassol apresentou menor concentração de C12:0 e C14:0 (P<0,05). A inclusão dos antioxidantes na dieta não conseguiu retardar a oxidação do leite (P>0,05). A produção de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico foi maior (P<0,0001) após armazenamento das amostras por 96 horas. Os resultados da análise sensorial mostraram que os avaliadores conseguiram identificar diferenças de cor entre as amostras de leite dos grupos tratados e do controle, em relação a um padrão conhecido (P<0,01), obtendo este a maior nota. Concluiu-se que a inclusão de óleo de girassol na dieta de vacas leiteiras resulta em mudanças no perfil de ácidos graxos do leite, com aumento de CLA, sem alterar a susceptibilidade da gordura à oxidação. Nestas condições, a suplementação dietética com vitamina E e selênio não representa nenhum benefício à estabilidade oxidativa do leite. Além disso, as mínimas diferenças observadas pelos consumidores referente às características organolépticas do leite frente a uma amostra padrão indicam que o produto final teria boa aceitação no mercado. (AU)