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Destoxificação de organofosforados e proposição de novos pesticidas biosseletivos

Resumo

Em 2013, o Brasil se estabeleceu como um grande produtor de grãos e etanol e, consequentemente, o maior importador de agrotóxicos voltados a esses propósitos, incluindo o herbicida glifosato, líder mundial em vendas. Para manter sua liderança, o Brasil nos próximos anos deve bater recordes nessas duas linhas, exportadora de commodities e importadora de material de alto valor agregado como os agrotóxicos. Esta balança comercial não está equilibrada. O Brasil precisa deter tecnologias sustentáveis para manter sua liderança na produção de alimentos e energia. Uma das conseqüências dessa discrepância é o surgimento de pesticidas ilegais que tentam minimizar o impacto de altos montantes investidos em tecnologias importadas ou seus royalties. Quando uma remessa dessas substâncias, desconhecidas ou ilegais, é apreendida, seu destino, na melhor das hipóteses, é a incineração, um processo que exige altos custos de processamento (energeticamente inviável) e elimina gases tóxicos que são difíceis de conter, neutralizar e fiscalizar. A proposta apresentada à bolsa FAPESP visa estudar e criar um conjunto de métodos para a degradação ambientalmente sustentável de pesticidas organofosforados, e com base no conhecimento adquirido em sua decomposição correlacioná-los com seu impacto toxicológico, e propor novas substâncias ou materiais projetados para o controle biosseletivo das pragas que afetam as regiões destinadas à atividade agrícola. O financiamento aprovado para esta proposta apoiará o proponente no estabelecimento de um grupo de pesquisa em química do fósforo que permitirá uma maior longevidade e amplitude na formação de recursos humanos de alta qualidade nessa área promissora. (AU)

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