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Efeito da degradabilidade ruminal da proteína bruta e processamento do milho sobre o desempenho produtivo, composição da proteína e estabilidade do leite

Processo: 19/04187-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de abril de 2019 - 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Produção Animal
Pesquisador responsável:Marcos Veiga dos Santos
Beneficiário:Marcos Veiga dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Qualidade do leite  Caseínas 

Resumo

O presente estudo objetivou avaliar o efeito da degradabilidade ruminal da PB e do tipo de processamento do milho sobre o desempenho produtivo, estabilidade do leite ao teste do etanol (TEA), tempo de coagulação (TC) do leite a 140o C, e a eficiência de utilização dos nutrientes para vacas leiteiras. Foram usadas 20 vacas Holandesas, com média de 162 ± 70 dias em lactação, 666 ± 7 kg de peso corporal e 36 ± 7.8 kg/d de produção de leite, as quais foram distribuídas em delineamento quadrado latino com 5 quadrados contemporâneos balanceados, 4 períodos de 21 de 4 tratamentos (arranjo fatorial 2 × 2). O fator 1 correspondeu ao processamento do milho (moído -MM em peneira de 2 mm ou floculado - MF), e o fator 2 à degradabilidade ruminal da PB (Alta: 107 g dePDR/kg MS e 51 g de PNDR/kg MS, Baixa: 95 g de PDR/kg MS e 63 g de PNDR/kg MS). Houveinteração entre degradabilidade ruminal da PB e processamento do milho sobre o CMS. Quando as vacas foram alimentadas com MM e baixa degradabilidade ruminal da PB, o CMS aumentou em 1,24 kg/d emrelação às vacas alimentadas com MM e alta degradabilidade ruminal da PB. No entanto, não houve efeito da degradabilidade ruminal da PB sobre o CMS, quando as vacas foram alimentadas com MF. Interação similarfoi observada sobre a produção de leite, TC, teor de lactose do leite e excreção de N na urina. As vacas alimentadas com MM aumentaram em 2,3 kg/d a produção de leite, apresentaram maior TC e teor de lactose do leite quando a degradabilidade ruminal da PB foi baixa, em comparação com a alta degradabilidade ruminal da PB. No entanto, não houve efeito da degradabilidade ruminal da PB sobre estas variáveis quando foi incluído MF nas dietas. A utilização de MF aumentou a digestibilidade da MS e do amido, resultou em maior eficiência produtiva, e reduziu o teor de ²-caseína (CN) da proteína do leite, do que a utilização de MM na dieta. As vacas alimentadas com baixa degradabilidade ruminal da PB tiveram maior teor de º -CN glicosilada e maior estabilidade ao TEA, bem como maior teor deproteína do leite, produção de leite corrigida para gordura e eficiência de utilização do N dietético para produção de leite, do que as alimentadas com alta degradabilidade ruminal da PB. Portanto, a redução do teor de ²-CN e o aumento da proporção de º-CN glicosilada estão associadas com o aumento da estabilidade térmica e ao TEA, possivelmente decorrentes do total de nutrientes consumidos e da quantidade e perfil de aminoácidos disponíveis para síntese de proteínas do leite. (AU)