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Análise transcriptômica de células-tronco mesenquimais de pacientes com múltiplos mieloma revela downregulation de genes envolvidos na progressão do ciclo celular, resposta imunológica e metabolismo ósseo

Processo: 19/01840-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de abril de 2019 - 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Gisele Wally Braga Colleoni
Beneficiário:Gisele Wally Braga Colleoni
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Microambiente tumoral  Células-tronco mesenquimais  Transcriptoma  Hematologia  Mieloma múltiplo 

Resumo

Um número crescente de evidências sugere um papel fundamental do microambiente tumoral, especialmente para as células-tronco mesenquimais da medula óssea (MSC), na manutenção e progressão do mieloma múltiplo (MM), através de interações diretas e indiretas com os plasmócitos tumorais. Assim, este estudo teve como objetivo investigar o perfil de expressão gênica e as alterações funcionais de MSC de pacientes com MM (MM-MSC) em comparação com suas contrapartes normais de doadores normais (ND-MSC). A análise da expressão gênica (Affymetrix) foi realizada nas MM-MSC e ND-MSC após expansão in vitro. Para validar esses achados, alguns genes foram selecionados para serem avaliados por PCR quantitativa em tempo real (RT-qPCR), e também análises funcionais in vitro foram realizadas. Nós demonstramos que as MM-MSC possuem um perfil distinto de expressão gênica em comparação s ND-MSC, com 485 genes diferencialmente expressos (GDE) - 280 upregulated e 205 downregulated. Análises de bioinformática revelaram que as principais funções enriquecidas entre os GDE downregulated negativamente estavam relacionadas à progressão do ciclo celular, ativação da resposta imune e metabolismo ósseo. Quatro genes foram validados por RT-qPCR - ZNF521 e SEMA3A, que estão envolvidos no metabolismo ósseo, e HLA-DRA e CHIRL1, que estão implicados na ativação da resposta imune. Em conjunto, nossos resultados sugerem que as MM-MSC têm anormalidades constitutivas que permanecem presentes mesmo na ausência de células tumorais. As alterações encontradas na progressão do ciclo celular, ativação do sistema imune e osteoblastogênese sugerem, respectivamente, que as MM-MSC são permanentemente dependentes das células tumorais, podem contribuir para a evasão imune e desempenhar um papel essencial nas lesões ósseas frequentemente encontradas em pacientes com MM. (AU)

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