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Avaliação da toxicidade do crack a organismos marinhos expostos a diferentes cenários de acidificação por enriquecimento de CO2 (CO2caineTOX)

Processo: 18/18456-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2019 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Tomas Angel Del Valls Casillas
Beneficiário:Tomas Angel Del Valls Casillas
Instituição-sede: Pró-Reitoria Acadêmica. Universidade Santa Cecília (UNISANTA). Santos , SP, Brasil
Pesq. associados: Alessandra Aloise de Seabra ; Augusto Cesar ; Camilo Dias Seabra Pereira ; Denis Moledo de Souza Abessa ; Fabio Hermes Pusceddu ; Fernando Sanzi Cortez ; Flor Elisa Arcega Cabrera ; Lorena da Silva Souza ; Luciana Lopes Guimaraes ; Manoela Romanó de Orte ; Maria Inmaculada Riba Lopez ; Rodrigo Brasil Choueri
Assunto(s):Ecotoxicologia 

Resumo

Ocorrência, destino e efeitos de drogas ilícitas em ecossistemas aquáticos são de preocupação ambiental. De fato, as quantidades de drogas ilícitas consumidas no mundo são comparáveis às das drogas terapêuticas, já que milhões de indivíduos são usuários atuais de cocaína, heroína, estimulantes como a anfetamina, maconha e outras drogas. Uma vez que a cocaína e seus metabólitos são excretados, eles atingem ecossistemas aquáticos diretamente ou por emissários de esgoto. O Brasil foi identificado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime como uma das nações emergentes, onde o uso de estimulantes como a cocaína - usada tanto por via intranasal (em pó) quanto por fumo (crack) está aumentando. Considerando o pH alcalino das águas marinhas e o pKa das drogas e fármacos detectados nas zonas costeiras, alguns compostos poderiam estar mais biodisponíveis para a biota marinha quando comparados aos ambientes de água doce. Tomando cocaína como exemplo na Baía de Santos, essa droga ilícita com um pKa = 8,5 tende a ser parcialmente encontrada em sua forma não iônica no pH da área de amostragem (variando de 7,9 a 8,1), o que aumenta a partição octanol-água da cocaína valores de coeficiente (log Kow) de 0,10 (para a forma iônica) a 2,30 (para a forma não-iônica). Valores mais altos de Kow favorecem processos de absorção e bioacumulação em organismos expostos a estes compostos, e um aumento da toxicidade pode ser esperado. O sistema de carbono inorgânico é um dos mais importantes equilíbrios químicos no oceano e é amplamente responsável pelo controle do pH da água do mar. O carbono inorgânico dissolvido (CID) existe na água do mar em três formas principais: íon bicarbonato (HCO3-), íon carbonato (CO32-) e dióxido de carbono aquoso (CO2 (aq)), que aqui também inclui ácido carbônico (H2CO3). Quando o CO2 se dissolve na água do mar, o H2CO3 é formado. A maioria do H2CO3 se dissocia rapidamente em um íon de hidrogênio (H+) e HCO3-. Um íon de hidrogênio pode então reagir com um CO32- para formar bicarbonato. Portanto, o efeito da adição de CO2 à água do mar é aumentar as concentrações de H2CO3, HCO3, e H+ e diminuir a concentração de CO32, diminuindo o pH (pH = - log[H+]). A hipótese deste projeto é que a acidificação associada ao enriquecimento de CO2 no ambiente marinho provocará uma modificação na biodisponibilidade e toxicidade de drogas ilícitas como a cocaína e seus subprodutos. O principal objetivo deste projeto é avaliar a toxicidade do crack ao mexilhão Perna perna, combinada com a acidificação pelo enriquecimento de CO2 em ambientes marinhos. Diferentes ensaios foram conduzidos para testar efeitos letais e subletais durante a execução do projeto, variando do nível populacional (parâmetros reprodutivos) a respostas subindividuais (biomarcadores de defesa e dano). Este projeto é o primeiro estudo sobre o comportamento de drogas ilícitas relacionadas a diferentes cenários de acidificação associados ao enriquecimento de CO2 focando especificamente nas alterações em vias de biodisponibilidade e efeitos, para chamar a atenção para esses contaminantes emergentes em cenários de enriquecimento de CO2. (AU)

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