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Preditores de gravidade e novos tratamentos para neoplasias da medula óssea

Processo: 17/21801-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de abril de 2019 - 31 de março de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Sara Teresinha Olalla Saad
Beneficiário:Sara Teresinha Olalla Saad
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisadores principais:Gisele Wally Braga Colleoni ; Mary Ann Foglio
Pesq. associados:Anamika Dhyani ; Bruno Deltreggia Benites ; Cristiane Okuda Torello ; Fernanda Marconi Roversi ; Fernando Vieira Pericole de Souza ; João Ernesto de Carvalho ; Mariana Lazarini ; Paula de Melo Campos ; Simone Cristina Olenscki Gilli
Assunto(s):Imunoterapia  Hematologia  Leucemia  Autofagia  Células dendríticas  Mielofibrose primária  Mieloma múltiplo  Neoplasias da medula óssea 

Resumo

As neoplasias da medula óssea são doenças agressivas com baixo potencial de cura. Como a incidência de câncer aumenta com a idade, um número crescente de indivíduos mais idosos está recebendo terapia para o câncer, frequentemente em modalidades intensivas. Como estes pacientes mais idosos tendem a apresentar comorbidades, as decisões de tratamento podem ser difíceis pois o estado físico prejudicado afeta a tolerabilidade e a eficácia da terapia contra o câncer. A toxicidade relacionada ao tratamento e a internação prolongada, muitas vezes necessária, têm um impacto profundo sobre a qualidade de vida desses pacientes. Porém, a manutenção da qualidade de vida é aspecto prioritário para a maioria dos idosos e seus familiares. Além do mais, tratamentos prolongados esgotam os recursos financeiros dos sistemas de saúde, público e privado, e os gastos extras esgotam as reservas das famílias. Em vista do exposto, o presente estudo abordará novas formas terapêuticas e preditores de gravidade que possam auxiliar na tomada de decisão terapêutica nas seguintes neoplasias de medula óssea: leucemia mielóide aguda (LMA), síndromes mielodisplásicas (SMD), mieloma múltiplo (MM) e mielofibrose primária (MFP). Todas estas doenças apresentam uma característica comum que é o curso fatal e a falta de opções terapêuticas eficazes, sendo o transplante de medula óssea a única terapia curativa ou capaz de prolongar a sobrevida, embora não indicada para pacientes mais velhos ou com muitas comorbidades. Assim, algumas questões poderão ser esclarecidas neste estudo: *Como seria o efeito de produtos naturais, comprovadamente indutores de morte celular ou parada do ciclo celular, no tratamento destas doenças? Estes compostos sabidamente têm ação induzindo ou inibindo espécies reativas de oxigênio (ROS) e/ou óxido nítrico e podem ter um efeito direto na indução da morte de células neoplásicas ou ainda modulando a imunidade celular. *Pacientes idosos teriam melhor sobrevida e qualidade de vida se tratados com terapias menos agressivas, com poucos efeitos colaterais? *Células mesenquimais ou metformina poderiam reduzir a fibrose da medula óssea? *Terapia com vacinas de células dendríticas para pacientes com LMA ou MM, em remissão, seria uma alternativa para reduzir a recorrência de doença? *Marcadores de gravidade para as doenças acima mencionadas, identificados em nossos estudos prévios, podem ser alvos de terapia específica? *Seria possível a produção in vitro de plaquetas universais para melhorar a terapia de suporte destes pacientes? A escolha desta via de investigação decorre da nossa insatisfação em verificar que a maioria dos pacientes com doenças neoplásicas da medula óssea não são candidatos a tratamentos de última geração. Além disso, a falta de leitos hospitalares e a impossibilidade de se usar antibióticos e imunobiológicos de alto custo no sistema único de saúde (SUS) apontam a necessidade de realizarmos pesquisa de alto nível, mas buscando alternativas que permitam, em curto prazo, enfrentar essa realidade de muitos pacientes que não têm acesso a estudos clínicos com novas drogas de alto custo, não só do Brasil, mas de todo o mundo. Para tal investigação, realizaremos ensaios pré-clínicos, utilizando modelos animais com leucemias, síndromes mielodisplásicas e tumores xenogênicos, e estudos clínicos de fases I e II. Também padronizaremos método de produção de plaquetas universais, para possibilitar melhor suporte para os pacientes com falência medular grave em consequência da neoplasia hematológica. (AU)

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