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Avaliação do papel de RASSF9 em melanoma através do sistema CRISPR/Cas9

Processo: 18/25395-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2019 - 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:João Gustavo Pessini Amarante Mendes
Beneficiário:João Gustavo Pessini Amarante Mendes
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Repetições palindrômicas curtas agrupadas e regularmente espaçadas  Transformação celular neoplásica  Melanoma  Neoplasias  Oncologia experimental 

Resumo

O melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele, originado pela transformação de melanócitos, células que promovem a pigmentação da pele. Podemos dividir o melanoma em quatro grupos distintos, sendo que os dois mais incidentes apresentam sequências modificadas das proteínas B-Raf (52%) e Ras (28%). Ras é a proteína mais alterada em tumores sólidos e seus efetores podem ser bons alvos terapêuticos no tratamento dos pacientes. Membros da família RASSF (Ras-association Family) foram caracterizados por sua participação na indução de apoptose mediada pela ativação de Ras. Essa família gênica é subdividida em dois sub-grupos, o primeiro composto pelo membros RASSF1-6 apresentam o motivo de interação à Ras na porção C-terminal, são os membros mais estudados da família. Enquanto que os membros RASSF7-10 apresentam o domínio RalGDS/AF6 na porção N-terminal e há poucas informações sobre funções dessas proteínas. Em câncer essas proteínas tem sua expressão frequentemente suprimida através de hipermetilação de seus promotores. RASSF9 foi primeiramente descrito como P-CIP1, uma proteína relacionada com transporte de vesículas. Essa proteína é capaz de interagir com H-, N- e R-Ras e com ASPP1/2 durante a segregação cromossomal. Além disso, RASSF9 é crucial para homeostase epidermal e é induzida por exposição solar. Entretanto, não há dados a cerca da função e importância dessa proteína em melanoma. Nesse projeto, temos por objetivo entender a ação de RASSF9 em uma linhagem de melanoma não metastático. Para tanto, realizaremos nocaute com o sistema CRISPR/Cas9 seguido por caracterização das alterações na capacidade invasiva e proliferativa in vitro e in vivo. Além disso, avaliaremos a resistência a quimioterápicos e possíveis alterações em vias metabólicas decorrentes da ausência de RASSF9. Com esse trabalho pretendemos determinar a participação de RASSF9 em diferentes aspectos necessários para o estabelecimento e progressão do melanoma. (AU)