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Filogenômica e reconstrução morfológica das amebas tecadas Arcellinida evidenciam diversidade de microrganismos eucariontes no Neoproterozóico

Processo: 19/03153-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de abril de 2019 - 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia
Pesquisador responsável:Daniel José Galafasse Lahr
Beneficiário:Daniel José Galafasse Lahr
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil

Resumo

A vida era microbiana durante a maior parte da história da Terra, mas como pouquíssimas linhagens microbianas deixam um registro fóssil, a evolução pré-cambriana da vida permanece envolta em mistério. Amebas tecadas (com carapaça) destacam-se como uma exceção com rica diversidade documentada no Neoproterozóico como microfósseis em forma de vaso (VSMs). Embora exista um consenso geral de que a maioria destes pode ser atribuída à linhagem Arcellinida em Amoebozoa, ainda não está claro se eles podem ser usados como fósseis-chave para a interpretação dos primórdios da evolução eucariótica. Aqui nós apresentamos uma reconstrução filogenômica bem resolvida baseada em 250 genes, obtidos usando técnicas transcriptômicas unicelulares de uma seleção representativa de 19 táxons de amebas tecadas nos Arcellinida. O robusto arcabouço filogenético possibilita interpretações mais profundas da evolução dessa linhagem e exigiu que propusessemos uma classificação atualizada do grupo. Além disso, realizamos a reconstrução de morfologias ancestrais, produzindo ancestrais hipotéticos notavelmente similares aos VSMs neoproterozóicos existentes. Nós demonstramos que as principais linhagens de amebas tecadas já eram diversificadas antes da glaciação Sturtiana (720mya), apoiando a hipótese de que a diversificação eucariótica maciça ocorreu no início Neoproterozóico e congruente com a interpretação de que VSM são amebas tecadas. (AU)

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